A Prefeitura de Aracaju continua com as atividades da 1ª Semana Municipal da Cidadania LGBT de Aracaju em alusão ao Dia Municipal de Enfrentamento a LGBTfobia, comemorado amanhã, 17 de maio. Como parte da programação, a Secretaria Municipal da Saúde, através da Área Técnica de Promoção da Equidade, realizou na tarde desta terça-feira, 16, o “I Fórum Municipal de Atenção Integral a Saúde da População Trans”. O encontro aconteceu no auditório do Centro de Especialidades Médicas (Cemar), no bairro Siqueira Campos, e contou com a presença dos integrantes de Movimentos Sociais que compõem o grupo de Implantação do Ambulatório Trans de Aracaju.
A ideia do fórum surgiu da necessidade de mobilizar e sensibilizar os gestores e trabalhadores da saúde pública sobre os direitos constitucionais do travesti ou transexual de ter acesso a saúde de forma digna, respeitando sua identidade de gênero e nome social. “Hoje os protagonistas dessa roda de conversa são os homens e mulheres Trans. Eles formam o grupo de trabalho do projeto de implantação do Ambulatório Trans que vai funcionar aqui no Cemar. Entendemos que através dos depoimentos deles, os profissionais de toda a Rede de Saúde possam ser sensibilizados quanto aos direitos dos transexuais de terem um acesso digno a saúde, sem discriminação e preconceito, como estabelece o Ministério da Saúde”, explicou o responsável pela Área Técnica da Promoção da Equidade da SMS, Luiz Cláudio Soares.
A assistente social e ativista do movimento LGBT, Adriana Lohanna Santos, abriu o debate falando sobre a diversidade de gêneros. “Antes mesmo de colocar um Ambulatório Trans para funcionar a gente precisa atentar para a formação de todos os profissionais da Rede, para que eles saibam lidar com a questão da diversidade social. Toda essa rede precisa estar preparada para saber o que é ser LGBT, o que é ser gay, o que é ser lésbica, o que é ser bissexual, o que é ser travesti e transexual. A questão do preconceito institucional acontece muitas vezes por falta de orientação e de esclarecimento, então é preciso investir na formação desses profissionais para que eles estejam preparados para atender qualquer gênero”, pontuou.
Integrante de uma ONG dedicada a travestis e transexuais, o farmacêutico Daniel Lima também enriqueceu a roda de conversa. Ele contou um pouco do que é a realidade da população trans para os profissionais de saúde. “A ONG tem uma visão mais clara de como a sociedade enxerga os travestis e transexuais. Então a gente aqui teve a oportunidade de passar essas informações para os profissionais da Rede que lidam e trabalham com essa população. A gente acredita que, fazendo essa ponte, está ajudando no trabalho de conscientização e a humanização dos trabalhadores da saúde”.
A auxiliar de enfermagem, Gleide Santos, que trabalha no Cemar, acompanhou atenta a todos os assuntos abordados durando o evento. Para ela, essa foi uma oportunidade de esclarecer muitas dúvidas. “Esse fórum foi muito bem vindo, já que aqui no Centro de Especialidades nós temos contato direto com esse público. É muito bom conhecer mais sobre essa diversidade de gêneros e agora me sinto um pouco mais preparada para acolher e atender a população transexual”.