Saúde realiza testes rápidos durante a Parada LGBT

Saúde
28/08/2017 11h41
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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) também marcou presença na 16ª Parada LGBT de Sergipe, que aconteceu na tarde deste domingo, 28, na Orla de Atalaia.  A equipe do Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) levou até o evento um trabalho preventivo com a distribuição de panfletos educativos e preservativos masculinos e femininos. Além disso, o Centro de Testagem e Aconselhamento Itinerante (CTA) realizou 164 testes rápidos com o público presente, sendo que desse total seis deram  positivos para sífilis, três para HIV, um para hepatite B.

De acordo com a referência técnica do Programa IST/Aids , Débora Oliveira, os números mostram que esse público é ainda o que tem maior incidência de casos de Aids diagnosticados. "Assim como mostra o boletim epidemiológico, a gente constatou durante a Parada LGBT que é na população de jovens homossexuais que o número de casos tem aumentado. Os resultados positivos foram em três homens, entre 14 e 29 anos, que foram encaminhados ao serviço público de saúde para iniciar o tratamento”.

Atualmente existem em Sergipe 5.797 casos notificados de Aids, sendo que 4.610 estão em tratamento. Em Aracaju são 2.378 casos, ou seja, 41% do total do Estado. Ainda segundo a referência técnica, as ações desenvolvidas na capital sergipana são, em sua maioria, voltadas ao público LGBT. “Temos realizado diversos trabalhos com as ONGs que lidam com o público de jovens gays, promovendo conversas e debates sobre prevenção. Além disso, o Ministério da Saúde está capacitando alguns participantes dessas instituições para que eles sejam multiplicadores das informações, já que é muito mais fácil o diálogo de HSH (homens que fazem sexo com homens) para HSH, do que do profissional de saúde com o HSH”.

Seminário

A SMS também esteve presente no 10º Seminário Regional Saúde, Prevenção e Cidadania, realizado no final de semana pela Associação Sergipana de Transgênero (Astra LGBT). O evento foi uma oportunidade de debater qual o papel dos governos, do controle social e usuários no que diz respeito ao trabalho para redução dos índices. Durante o Seminário, Débora Oliveira palestrou sobre Prevenção Combinada. "É uma estratégia que surge como ferramenta complementar no enfrentamento da epidemia de HIV. A Prevenção Combinada faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção e não somente ao uso do preservativo, que era a única opção disponível até pouco tempo atrás”, explicou.