Após quatro anos sem manutenção asfáltica, com o agravante da ação natural do tempo e de fenômenos naturais como a chuva, a população do bairro Santa Maria viu suas ruas e a principal avenida se tornarem depósito de buracos. Mas, honrando mais um compromisso com a população, a Prefeitura deu início ao Programa de Recapeamento Asfáltico de Aracaju e, desde o último dia 16, a avenida Alexandre Alcino, via que corta todo o bairro, começou a receber reparos como uma das metas da gestão de priorizar as localidades que estão em situação mais precária.
Os moradores locais estão gostando do que estão vendo. Messias de Matos mora do bairro há cerca de dois anos e, na metade desse tempo, abriu um comércio no local. Alagoano, além de Sergipe, ele já teve a oportunidade de morar em outros estados, como São Paulo. Nesse tempo em que mora no Santa Maria, ele já conseguiu fazer uma comparativo. “Sou muito novo no bairro, mas acompanhei como estava há um tempo e posso dizer que melhorou bastante, para quem tem carro, então. Facilitou até para o meu comércio”, afirmou.
Até o momento, mais de um quilômetro da avenida principal do Santa Maria foi recuperado. Entre o vai e vem de veículos e pedestres, as equipes da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) aplicam o asfalto, espalham pela via, nivelam e, por fim, compactam.
Todo esse trabalho tem sido acompanhado atentamente pelos moradores, a exemplo de Lauro Natividade dos Santos, morador da região há 14 anos. Por trabalhar com o transporte de pessoas, ele sabe muito bem como era ter que transitar de carro por uma via tomada por buracos. “Se eu precisasse ser mais ágil era difícil, não tinha como transitar direito pela Alexandre Alcino. Mesmo sabendo que serviço acabou de começar, eu já admiro a iniciativa do prefeito Edvaldo Nogueira porque antes ninguém olhava para esse bairro. Vejo que tem um esforço por parte da gestão dele”, frisou.
José Carlos da Conceição passa diariamente pela avenida e sabe o que é caminhar por uma via sem buracos. “Faço serviço de carrego e levo muito peso todos os dias. Os buracos dificultavam o meu trabalho porque, a cada buraco que eu tinha que passar, parecia que o peso do carrinho aumentava. Agora está mais lisinho e mais fácil caminhar”, considerou.
Frequentadora assídua da feira do bairro, dona Clemilde de Jesus Santos se incomodava com a poeira que tinha que conviver todos os dias. “Além dos buracos, era areia que não se acabava. Quando chovia ficava ainda pior porque, mesmo que a poeira ficasse mais baixa, os buracos acumulavam lama e era terrível. Agora a gente consegue perceber a melhora”, reforçou ela que mora no bairro há cerca de 26 anos.
Dona de uma barraca na feira, Maguinete dos Santos reclamava de ter que passar todos os dias e dividir espaço com os buracos na via que fica em frente ao seu local de trabalho. “Além de não ajudar na locomoção dos feirantes, ainda era ruim porque tinha muita poeira. Ver que tem gente trabalhando para melhorar é sempre bom”, disse.
Investimento
O Programa de Recapeamento Asfáltico é uma política urbana que pretende corrigir a malha viária da cidade e totaliza investimentos de mais de R$ 5 milhões em recursos próprios. O Programa pretende consolidar uma cultura de trânsito que permita trafegar com segurança e conforto, além de evitar os engarrafamentos em horários de pico.