Vacina contra a raiva: saiba quando há necessidade de tomá-la

Saúde
20/12/2017 14h56
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É comum procurar tomar vacinas antirrábicas ao ser mordido por um animal, mas muita gente não sabe que nem sempre o medicamento é necessário. Antes de aplicar o imunobiológico, é preciso que o paciente passe por um protocolo de atendimento, praticado pelos profissionais de Saúde.

De acordo com a equipe técnica da Diretoria de Atenção à Saúde (DAS) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), há um protocolo de atendimento específico para os casos de mordidas de cães e gatos, que determina se há ou não a necessidade da vacina antirrábica. Sendo assim, a ação depende diretamente da avaliação do ferimento e das condições do animal agressor.

O coordenador de Apoio Institucional da Rede de Atenção Primária (Reap) da DAS, André Baião, esclarece como funciona esse processo de avaliação. “O protocolo leva em consideração a condição do animal, a extensão e localização do ferimento. Se o cão for doméstico, vacinado e a ferida no corpo do ser humano for leve e superficial, em tronco ou membros, a recomendação é observar o animal por dez dias. Se ao final deste período nada acontecer com este animal, então está tudo bem, e encerra-se o caso. A pessoa atingida não precisa tomar a vacina antirrábica”, enfatizou.

Quando vacinar?

No entanto, André ressalta que, se o animal, ao final dos dez dias de observação, morrer ou tornar-se raivoso, então a pessoa precisa ir à unidade de urgência para que seja realizada toda a profilaxia necessária.

“Pode precisar do soro antirrábico e, em alguns casos, do soro antitetânico também. Pacientes com lesões por mordedura ou arranhadura animal devem ser avaliados também quanto ao tétano”, informou o coordenador, acrescentando que o médico saberá identificar e orientar os casos mais graves como mordida na face, na palma da mão, ou na planta do pé da pessoa.

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, a enfermeira Ilziney Simões, as salas de vacinas das unidades básicas de saúde e dos hospitais municipais Nestor Piva e Fernando Franco são mensalmente abastecidas com as vacinas antirrábica e antitetânica. “A SMS oferta estes imunobiológicos para a comunidade, também em casos de acidentes com animais. Além disso, os soros antirrábico e antitetânico estão disponíveis no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse)”, frisou Ilziney.

A doença e as precauções

A raiva é transmitida pela saliva infectada que entra no corpo por meio de uma mordida ou pele lesionada. O vírus viaja da ferida até o cérebro, onde causa inchaço ou inflamação, que leva aos sintomas da doença, e a maioria dos casos de morte por raiva ocorre em crianças. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva, mas os que mais costumam causar a doença são gatos, cachorros e morcegos.

Quando uma pessoa for agredida por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva, deve-se: lavar imediatamente o ferimento com água e sabão; procurar com urgência o serviço de saúde mais próximo; não matar o animal e deixá-lo em observação durante dez dias para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao serviço de saúde. Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.

Os sinais indicativos da raiva nos animais variam conforme a espécie. Quando a doença acomete animais carnívoros, eles podem se tornar agressivos (raiva furiosa) e, quando ocorre em animais herbívoros, sua manifestação é a de apatia (raiva paralítica). No entanto, em todos os animais costumam ocorrer os seguintes sintomas: dificuldade para engolir; salivação abundante; mudança de comportamento; mudança de hábitos, inclusive, alimentares e paralisia das patas traseiras.