Apesar de Aracaju não apresentar nenhum risco de surto das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a Prefeitura segue com as ações estratégicas para evitar a proliferação da dengue, zika e chikungunya. Uma delas é o projeto Verão sem Aedes, direcionado à aplicação do fumacê costal em locais que receberão grande número de sergipanos e turistas na estação mais quente do ano.
Entre os dias 17 e 19 de janeiro, o projeto está no bairro Atalaia, zona Sul de Aracaju, numa área que equivale a cerca de 1.500 imóveis. O objetivo é fazer o bloqueio da transmissão das doenças nas áreas ao redor das pousadas e dos hotéis localizados na Orla da Atalaia, além do entorno do bairro Getúlio Vargas, onde ocorrerá o Rasgadinho. De acordo com o supervisor de Endemias da Secretaria Municipal da Saúde, José Bonfim Oliveira dos Santos, o trabalho é preventivo e neste momento será realizado em cerca de 45 quarteirões do bairro Atalaia.
“Nós vamos trabalhar por conta do Fest Verão e vamos trabalhar nas áreas onde tenha festas de Carnaval. No Rasgadinho a gente faz a parte dos bairros Centro, Cirurgia e Getúlio Vargas, além do bairro Inácio Barbosa e da área em torno do Carnaval do Carro Quebrado. Vamos em todos os lugares que terão concentração de pessoas antes da festa começar para eliminar o mosquito e a possibilidade de transmissão é menor”, informou.
Segundo José Bonfim, diariamente trabalham oito pessoas, distribuídas em duplas. Cada dupla atua com uma máquina de fumacê costal e atende entre quatro e sete quarteirões. A principal diferença do carro fumacê é o poder de penetração em áreas onde o veículo não consegue entrar. “Por exemplo, se a equipe vier circulando no quarteirão e tiver uma viela o carro não entra, mas nós entramos. Se tiver um terreno baldio grande a gente pode entrar, fazer a borrifação, e o carro não entra, ele só passa em frente. Então a penetração do inseticida para pegar o mosquito com esse trabalho tem mais eficiência e eficácia”, explicou.
O supervisor de Endemias da Secretaria Municipal da Saúde destaca ainda que o trabalho do fumacê costal é prioritariamente do lado externo dos imóveis. “Nós cuidamos da área externa. Internamente o trabalho é feito todos os dias por outras equipes dos agentes de endemias”, explicou José Bonfim.
Bons resultados
O resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta segunda-feira, 16, reforçou a credibilidade do trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Aracaju. Com 0,8 de Índice de Infestação Predial, a capital sergipana se coloca entre as cidades com baixa probabilidade de surto ou epidemia de doenças transmitidas pelo mosquito. Essa é a melhor marca da década.
Dos 42 bairros da capital, 27 (65%) foram classificados em baixo risco e 15 (35%) em médio risco. O acúmulo de água parada em caixas d’água, tonéis, vasos de plantas e outros reservatórios ainda compreendem a imensa maioria dos criadouros de mosquitos, compreendendo 95,3% dos casos. Por isso a conscientização da população possui um papel de suma importância para a manutenção da boa marca.
Quando comparado o número de casos notificados de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016 com os de 2017, fica clara a melhora na situação da saúde pública aracajuana. Os casos de dengue, por exemplo, apresentaram queda de 78,84%. A redução foi ainda mais expressiva para chikungunya e zika, 86,23% e 87,65%, respectivamente.