Jogos Internos da Emef Freitas Brandão estimulam habilidades individuais e coletivas

Educação
22/01/2018 18h39
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A semana começou com muito entusiasmo e alegria na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) General Freitas Brandão, localizada no bairro Suíssa. A unidade de ensino promoveu, durante toda a tarde desta segunda-feira, 22, a abertura dos II Jogos Internos, evento que acontece até a sexta-feira, 25, e envolve competições esportivas para os alunos do 4º ao 9º ano, sendo elas nas seguintes modalidades: futsal, queimado, dominó, dama, cabo de guerra e dança. 

A abertura, realizada na quadra de esportes, começou com desfile da banda marcial da Emef, desfile da tocha das equipes e execução do hino nacional. A proposta pedagógica principal é fazer da escola um espaço em que o aluno aprenda a se socializar e desenvolver suas potencialidades. De acordo com a diretora, Vilse Maria Gonçalo, é esperado que esse evento esportivo seja uma possibilidade de interação entre turmas, além de ensinar sobre a competitividade de forma saudável. 

Vilse explica que, através dos jogos, tanto a escola como o próprio aluno podem descobrir talentos que serão trabalhados para incentivar e ensinar outros estudantes. "São novas propostas de esporte, mas a intenção é desenvolver as capacidades individuais e coletivas. Nas aulas de Educação Física, por exemplo, nós procuramos sempre passar jogos de tabuleiro para fazer os alunos se interessarem por esse tipo de modalidade. Isso os ajuda até na concentração em sala de aula", relata. 

Foco e superação

O professor de Educação Física da Freitas Brandão, Anderson Santana, considera o evento como uma forma dinâmica de educar os alunos, mostrando que conhecimentos aprendidos na escola vão além do que eles veem em conteúdos passados na sala de aula. "A prática do esporte na escola trabalha a questão da coordenação motora, a consciência corporal, a disciplina e o respeito ao outro. É uma oportunidade de oferecermos a essas crianças e jovens, momentos de diversão e aprendizado. A dança, por exemplo, possibilita criar, se expressar e, ao mesmo tempo, exercitar o corpo e apreciar seu concorrente", pontua. 

O estudante Humberto Luiz Teixeira, que tem 16 anos e cursa o 9º ano, está competindo no futsal, queimado, dama e cabo de guerra. Já no início da sua vida escolar, descobriu que tinha dislexia e, mesmo com dificuldade de ler, o aluno explica que o esporte o levou a novos horizontes. "Para mim, um evento como esse é especial. Adoro praticar esportes, jogar futsal, e por meio da escola, descobri que posso ser bom jogador, me destacar em outras áreas e desenvolver outras capacidades", declara. 

A diretora adjunta da escola, Maria Vilma Lima, elogia bastante o talento de Humberto no esporte e seu esforço em sala de aula. Segundo ela, a prática esportiva aproxima o aluno da comunidade escolar. "Ele poderia ser um aluno introvertido, com receio de interagir, e acontece exatamente o contrário. Com certeza esses jogos têm um grande significado para ele e para todos nós que o acompanhamos como estudante. É um aluno que joga bem, se expressa bem, muito inteligente, e que conquista boas notas", conclui.