Sorrisos de alegria e satisfação estampados nos rostos de mães e pais de alunos que agora poderão estudar perto de casa. Esse foi o sentimento dos moradores do 17 de Março com a inauguração da primeira Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) do bairro: a Emef José Souza de Jesus.
A escola vai resolver um grande problema da localidade, em que alunos do ensino fundamental necessitavam buscar vagas em escolas de outros bairros. O filho da catadora de material reciclável Gleice Elaine dos Santos, de seis anos, estudava na Emef Papa João Paulo II, no Santa Maria. Agora ele vai poder estudar mais próximo de casa. “Quanto mais próximo, melhor. Agora vai melhorar a situação, não só pra gente do 17 de Março, como também para o loteamento Ponta da Asa, que vai ficar mais perto para eles também”, afirma.
Com nove salas de aula, sala de informática, espaço de música, biblioteca, sala de vídeo, refeitório, espaço multieventos, arquivo, áreas de jardins, estacionamento, compartimentos para tarefas administrativas e quadra poliesportiva coberta, a nova Emef terá capacidade para 445 alunos, que já começam a estudar na próxima segunda-feira, 14.
Duas dessas vagas são dos filhos de Tatiana Andreza da Silva, de seis e dez anos. A autônoma diz que estava ansiosa pela inauguração, já que era um sonho ver seus filhos estudando perto de casa. “Era o nosso maior desejo ver essa escola construída. Meus filhos vão morar e estudar no mesmo bairro, sem a necessidade de se deslocar pra longe, pegar transporte. Com isso eu fico mais tranquila”, conta.
Localizada na rua Laudelino de Oliveira Freire, a Emef José Souza de Jesus está a poucos metros da residência da dona de casa Carla Dias. Sua filha de seis anos estudou, até agora, na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) doutor José Calumby e já está matriculada na nova Emef. “É muito melhor para ela porque é aqui do lado. Não preciso ir a pé até o Santa Maria para poder levá-la e depois ir buscar. Isso vai economizar muito o nosso tempo e também evita cansar a criança”.
Com todas salas de aula climatizadas e com lousa digital, a construção da Emef foi iniciada em dezembro de 2015, mas ficou parada por quase dois anos. Com investimento de mais de R$ 3 milhões, os trabalhos foram retomados em abril de 2017 e concluídos um ano depois.
Quem tem filhos matriculados na educação infantil também comemorou a inauguração. É o caso da dona de casa Sandra Regina da Silva. “Estava preocupada porque quando meu filho, que hoje tem dois anos e oito meses, completar a idade de ir para o ensino fundamental, teria que estudar longe de casa e agora ele vai poder ficar aqui no bairro mesmo. Estamos muito felizes porque, para quem não tinha nada, agora temos escola, temos ruas pavimentadas. Está ótimo e temos esperança de que melhore ainda mais”, comemora.