Dona Janete Marques parecia não acreditar. Foram mais de 20 anos à espera da casa própria. O sonho que parecia muito distante se tornou realidade graças à Prefeitura de Aracaju. “Eu estou feliz por receber a chave da minha casa, por saber que vou sair e voltar para o que é meu. Antes dessa entrega, as casas foram invadidas e eu fiquei desesperada porque achei que a gente não ia poder entrar. Eu chorei muito, pois estava há anos esperando esse momento”, relatou a dona de casa.
Assim como Janete, outras 467 famílias receberam as chaves do Residencial Vida Nova, localizado no bairro Santa Maria. A recepcionista Emília Maria Pereira não vê a hora de mudar de endereço, de escrever uma nova história. “A emoção é muito grande, pois eu fiz a inscrição para receber casa no Lamarão e no Porto D'antas e não deu certo. Não vou demorar a vir para cá com minha família. A mudança já está pronta”, contou.
Os imóveis entregues pela Prefeitura foram planejados e iniciados na gestão anterior do prefeito Edvaldo Nogueira, através do programa “Minha Casa, Minha Vida”. O aposentado Reginaldo Santos estava contente por realizar o desejo de ter o próprio lar. “Primeiramente, eu agradeço a Deus. Eu sinto a presença dele junto conosco. Hoje, chegou o dia de receber a nossa bênção. Eu morava com minha mãe e agora vou morar no que é meu”, disse.
Quem também estava radiante com a nova morada foi a dona de casa Andreza dos Santos Carvalho. Foram mais de oito anos na luta pela casa própria. “São muitos anos de espera. Eu morava na ocupação do Recanto dos Manguezais e hoje recebi a chave da minha casa. Isso só foi possível graças ao compromisso de Edvaldo Nogueira. Essa é mais uma promessa sendo realizada pela Prefeitura de Aracaju”, destacou.
Compromisso
A construção do Residencial Vida Nova começou ainda na gestão anterior do prefeito Edvaldo Nogueira. Naquela ocasião, foram investidos cerca de R$ 25 milhões, conveniados com Governo Federal. Os imóveis ficaram prontos para entrega em dezembro de 2015 e, em julho de 2016, sem terem sido entregues, foram alvo de invasão. Na atual gestão, medidas foram tomadas e, após reintegração e reforma, que custou um novo investimento de R$ 9 milhões à Caixa Econômica Federal, os devidos proprietários receberam as chaves.