Saúde realiza o I Seminário de Práticas Integrativas em Aracaju

Saúde
05/10/2018 16h34
Início > Notícias > Saúde realiza o I Seminário de Práticas Integrativas em Aracaju

Com o objetivo de induzir vivências integradoras por meio da música, do canto, do movimento e de situações de encontro em grupo, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III Liberdade, vinculado à Rede de Atenção Psicossocial (Reaps) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizou nesta sexta-feira, 5, o I Seminário de Práticas Integrativas. O evento abordou novas ferramentas de trabalho preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS), que já integram os recursos terapêuticos disponíveis em Aracaju.

O campo das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) contempla sistemas e recursos que envolvem abordagens de estímulo aos mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde. Com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade, as tecnologias utilizadas são consideradas eficazes e seguras pelo MS.

Segundo a gerente do Caps III Liberdade, Adriana Monteiro, a SMS já vem apostando na inovação, no cuidado, no território e na aplicação de técnicas que aliam o cuidado e produção de autonomia dos usuários do Caps.

“As PICS expressam o desejo de mostrar que é possível implementar com eficiência tratamentos alternativos na Saúde Pública. O que move as pessoas envolvidas no seminário é, antes de tudo, o impulso de participar ativamente de um processo capaz de mostrar que são possíveis outras formas de aprender, praticar e cuidar da saúde, de si e dos outros”, explicou.

De acordo com a apoiadora institucional do Caps, Karen Emannuela, este seminário fortalece e reconhece ainda mais os tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em procedimentos voltados à cura e prevenção de doenças. “Na Reaps já trabalhamos mais de 11 práticas: massoterapia, acupuntura auricular, plantas medicinais, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, reiki, terapia comunitária integrativa e yoga”, detalhou.

Ainda durante o Seminário foi inaugurada a primeira “sala de cuidados” do Caps. “Este ambiente servirá para atendimento das PICS. Aqui trabalharemos a massoterapia, reiki e outras terapias, sempre ampliando novos espaços que se dediquem a práticas alternativas que cuidem da saúde. Seguindo os imperativos da sensibilidade e da emoção, e não apenas da razão", reforçou o enfermeiro do Caps, Gustavo Ávila Dias.

A usuária do Caps, Márcia Carolina Moraes, reconhece que estas práticas têm trabalhado a integração e socialização entre os usuários. "Adoro dançar, meditar e cuidar das plantas. Estas terapias fazem parte da minha vida e me trazem muita paz e energias boas. Melhor antidepressivo não há", enalteceu.

Origem das Práticas Integrativas

As práticas integrativas nos sistemas públicos de saúde datam do final dos anos 1970, com a Primeira Conferência Internacional de Assistência Primária em Saúde (Alma Ata, Rússia, 1978). Após esse marco, as primeiras recomendações para a implantação das medicinas tradicionais e práticas complementares difundiram-se em todo o mundo.

No Brasil, esse movimento ganhou força a partir da Oitava Conferência Nacional de Saúde (1986), e desde então somente cresceu por todo país. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi publicada em 2006, sendo ampliada em 2017 e firmada em 2018.