Conhecer a realidade dos moradores da capital sergipana. Esse é objetivo da Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Assistência Social, ao criar o Observatório Social. A ferramenta, lançada há um ano e meio, auxilia a gestão, principalmente na área social. Esse estudo aprofundado traz informações estatísticas, geográficas e cartográficas e levou um ano para ser finalizado.
Segundo o coordenador do Observatório Social, Marcelo Cruz, a ferramenta faz parte do Planejamento Estratégico de Aracaju. "O projeto vem se desenvolvendo do jeito que a gente planejou. Nós construímos índices sintéticos que são os indicadores de desenvolvimento, pois a grande pauta do Observatório é o desenvolvimento, além de ajudar na promoção da qualidade de vida da população. Nesse sentido, a gente tem realizado estudos, sistematizado e organizado dados e estatísticas, para que se possa identificar e mapear os principais problemas socioeconômicos da cidade", afirmou.
Essa ferramenta, além de auxiliar a gestão a planejar as políticas sociais do município, serve para a sociedade de uma forma geral. "Vamos supor que um empresário deseje investir em um negócio em um determinado bairro da cidade, as informações vão auxiliá-lo, pois irá conhecer melhor a realidade daquele local. A meta é que o estudo esteja acessível para todos com informações e dados úteis. A ideia é avançarmos com a disponibilização de gráficos, tabelas e mapas", destacou.
Fontes
As informações contidas no Observatório Social, disponíveis no endereço eletrônico www.aracaju.se.gov.br/observatoriodearacaju, foram levantadas por meio do Cadastro Único, que é utilizado para a inserção e permanência em programas sociais. Através deste cadastro, também é possível realizar a atualização dos dados. Informações como número de jovens desempregados e/ou sem estudar, famílias em situação de vulnerabilidade e os bairros em que se concentram e vários outros indicadores fazem parte do mapeamento, que ilustra o retrato da pobreza e desigualdade social em Aracaju.
O Observatório trabalha também com outras bases de dados. "Tem a base, por exemplo, da Secretaria Municipal da Saúde. Recentemente, a gente fez um relatório sobre crimes de CVLI, que são os crimes violentos letais e intencionais. Também está sendo feito um trabalho de mapeamento preciso dos locais de ocorrência, a partir da base de microdados da Saúde. A gente também conta com os dados secundários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com uma mapografia social que será entregue à sociedade futuramente", explicou o coordenador.