Mantido pela Prefeitura de Aracaju, por meio do Sistema Único de Saúde, o Sons no Sus, criado em 2012, é um projeto que leva a arte para as pessoas a partir da música e, assim, mostra como ela afeta diretamente o humor e a saúde.
"Isso é comprovado cientificamente, inclusive", afirma Samuel Rocha Silva, supervisor do Projeto. O criador do 'Sons no Sus', Murilo Andrade, que atualmente coordena o projeto, explica que a ideia era a de trabalhar a ambiência e a humanização de maneira que não fosse preciso paralisar os serviços.
“Como a música acontece de forma simultânea a outras coisas, a gente consegue afetar as pessoas e, geralmente, também somos afetados”, diz Murilo.
A agenda de apresentações do grupo é prioritariamente voltada às 45 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. Murilo reitera que a base do ‘Sons no Sus’ é trabalhar a música como recurso de humanização.
Ele é musicoterapeuta e sabe bem o poder de uma intervenção musical. “É um projeto ousado, criado a partir da necessidade de sensibilizar as pessoas. Deu tão certo que foi crescendo e já são sete anos de projeto”, comemora.
Além das UBS, a equipe do ‘Sons no Sus’ visita outros equipamentos da saúde municipal, como os Centros de Referência em Assistência Social (Cras), os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), os hospitais de urgência e os setores administrativos da pasta também.
Edélvio Gomes apresenta um quadro de depressão e estava buscando alguns serviços na sede do Ministério da Saúde quando o ‘Sons no Sus’ se apresentou no local, no início deste mês. Para ele, foi uma resposta de esperança aos constantes questionamentos. “Eu estava pensando em coisas ruins no momento e fui inundado de coisas boas através da música”, afirma.
Edélvio estudou música antes da doença e diz que o projeto o motivou a retomar as aulas. “Foi muito importante para mim, me mostrou que posso melhorar”, admite. Já a odontóloga Auxiliadora Dória é funcionária do Ministério e diz que a intervenção mudou o dia no trabalho.
“Foi uma surpresa maravilhosa, encantadora. Os dias vão fluir melhor depois dessa apresentação, com certeza”, ressalta. Esse foi o objetivo da servidora Maria Angélica Gomes Oliveira, que já conhecia o projeto e solicitou a participação dele no encerramento das atividades alusivas ao Dia do Servidor na instituição.
“Tivemos palestras, atividades de massoterapia e dança e fechamos com o ‘Sons no Sus’ como uma surpresa para os servidores. Pelo que vi, todos aprovaram. Foi bem agradável. Afinal, quem não gosta de música?”, questiona.
Além de Murilo Andrade e Samuel Rocha, os estudantes do Curso de Música da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Ellen Melissa Matos e Michael Jonas também integram o grupo.