Janeiro Roxo: Prefeitura alerta sobre tratamento da hanseníase

Saúde
13/01/2020 15h00
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O mês de janeiro é dedicado ao combate e à prevenção da hanseníase, e por conta disso, ações de conscientização sobre a existência da doença serão realizadas pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no decorrer do Janeiro Roxo.

Na capital sergipana, diversas atividades já são promovidas, ao longo do ano, pelo Programa Municipal de Controle da Hanseníase (PMCH), que traz como um dos objetivos, o incentivo à população pela procura do serviço de saúde mais próximo, além de sensibilizar os profissionais na busca ativa de casos novos de hanseníase.

No entanto, para intensificar ainda mais a prevenção, serão promovidas ações pelo Janeiro Roxo no Abrigo Acolher (21/01), Ministério Público de Sergipe (27/01), Caps Primavera (29/01) e UBS Humberto Mourão (31/01).

Tratamento

Em Aracaju, o tratamento para hanseníase é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar Siqueira Campos), que atua no tratamento de crianças, idosos e de casos mais graves e complexos.

"Também contamos com o apoio do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Universitário. Fornecemos as medicações, avaliamos os dados e eles oferecem o cuidado ao usuário. O tratamento é simples e pode ser de 06 ou 12 meses. Quando feito corretamente, há cura", explica a assessora técnica do PMCH, Thayane Lima.

Os principais sintomas da hanseníase são sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas na pele, perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor e nódulos, e placas em qualquer local do corpo.

Segundo Thayane, a hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. “A doença costuma evoluir lentamente e pode levar até 20 anos para que sinais e sintomas da infecção sejam detectados. Trata-se de uma doença silenciosa e que em razão disso o paciente muitas vezes não dá a necessária atenção", alerta.

 “Em estágios avançados a hanseníase pode causar a cegueira. É geralmente nesse momento que o paciente resolve procurar ajuda. A transmissão da hanseníase é por meio de gotículas de saliva, ou seja, é preciso um contato próximo e prolongado com uma pessoa portadora da bactéria para contrair a doença”, enfatizou.

Sobre a doença

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae, e sua erradicação tem esbarrado no medo causado pela desinformação e pelo preconceito.

A transmissão se dá quando o usuário portador de Hanseníase se encontra sem tratamento. Existia um estigma muito grande com a doença, por conta da sua história. Ela ficou conhecida como lepra e os doentes eram isolados. Por conta desse histórico, algumas pessoas tendem a fugir do diagnóstico da patologia e não possuem o conhecimento de que podem se curar se fizerem o tratamento correto.

“Em Aracaju, no ano de 2019 foram registrados 81 casos de pessoas infectadas pelo bacilo. Desta maneira, caso apresente manchas pelo corpo e perceba falta de sensibilidade na região, é importante procurar a Unidade de Saúde mais próxima. O diagnóstico precoce evita maiores lesões incapacitantes”, ressaltou a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase (PMCH), Léa Matos da Silveira.