Prefeitura beneficia 2,7 mil famílias na capital com entrega de cestas básicas

Família e Assistência Social
06/05/2020 15h00
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Durante dois dias consecutivos, o trabalho intenso das equipes da Secretaria Municipal da Assistência Social, da Prefeitura de Aracaju, garantiram a entrega de 2.702 unidades de cestas básicas para 1.906 famílias inseridas no Programa Bolsa Família (PBF), que não receberam o auxílio emergencial do governo federal, e para outras 796 famílias em situação de extrema pobreza da capital sergipana. A distribuição foi realizada em escolas da rede municipal de ensino e em Centros de Referência da Assistência Social (Cras).
 
De acordo com a secretária da Assistência Social de Aracaju, Simone Passos, a ação faz parte do Plano de Contingenciamento Social da atual gestão para auxiliar a população mais vulnerável, que sofre o maior impacto da pandemia do novo coronavírus (covid-19) devido às consequências da crise na saúde pública. 

“Já realizamos entregas mensais de cestas básicas em nossos Cras para usuários de extrema pobreza e hoje nossa demanda aumentou devido à covid-19. Por isso, traçamos estratégias para atender não só o nosso público, como àquelas pessoas que contavam com o auxílio emergencial, mas não foram contempladas. Foram trabalhos positivos, mobilizamos cerca de 200 profissionais da secretaria para atender todas as demandas. A nossa logística foi bem articulada para que não houvesse aglomerações nos espaços e pudemos contar com o apoio da população”, destacou. 

A secretária ainda explica que novas famílias poderão receber cestas básicas. “O trabalho continua. Nosso próximo passo é fazer um novo levantamento de cidadãos que não foram beneficiados para alcançar outras comunidades, pessoas com deficiência e instituições sociais. É importante ressaltar que a nossa campanha não foi encerrada, a população pode contribuir fazendo a sua doação. Sabemos que a condição econômica dessas pessoas é afetada em longo prazo e a solidariedade nesse momento é fundamental”, frisou. 
 
A dona de casa Gleice Kelly Santos, 26, possui um filho de três anos de idade e recebe o pagamento do Bolsa Família mensalmente, mas não foi contemplada com o auxílio emergencial. “Fui orientada a vir com máscaras e não trazer nenhum acompanhante para evitar aglomerações e receber a cesta básica. Sou chefe de família e estou desempregada. O dinheiro do Bolsa Família não é suficiente. Recebi a ligação da Prefeitura com muita alegria, vai me ajudar muito, só tenho a agradecer”, disse. Ela é moradora do bairro Santos Dumont e recebeu o benefício na Escola Municipal João Teles Menezes. 
 
Já na Emef Jornalista Orlando Dantas, situada no bairro Olaria, a aposentada Maria Dias, 46, contou com o apoio do seu irmão para se dirigir até o local. Ela possui deficiência física e por receber o benefício de auxílio-doença, não teve direito ao auxílio emergencial. “Entraram em contato comigo para que eu viesse até aqui. A maioria das pessoas na minha família é autônoma, eles foram prejudicados pela pandemia e não conseguem me ajudar. Vai me auxiliar muito, é bem-vindo”, contou. 
 
A autônoma Ana Cristina Santos, 50, sustenta seus cinco filhos fazendo bicos como diarista e com o dinheiro do programa Bolsa Família. Ela se cadastrou no aplicativo para receber o benefício do governo federal, mas não foi aprovada. “Essa cesta básica chegou na hora certa. Sou viúva, sozinha. Tenho minhas obrigações como aluguel da casa, alimentação e contas de água e luz para pagar. Essa pandemia me prejudicou muito porque eu poderia fazer faxinas, receber minhas diárias, mas não posso por causa do isolamento social, então é muito bom para mim”, observou. Ela recebeu o benefício na Emef Olga Benário, no bairro Santos Dumont.
 
A mãe e chefe de família, Josefa Batista, 29, é uma das pessoas que atendem aos requisitos para receber a cesta básica. Ela é trabalhadora informal e o seu rendimento caiu durante a pandemia. Apesar de estar inserida no programa Bolsa Família, ela também não recebeu o auxílio de R$ 1.200. “A cesta básica vai me auxiliar muito porque o dinheiro que tenho não cobre todas as minhas necessidades. Gostei da iniciativa”, explicou Josefa que foi até a Emef Ana Luíza Mesquita Rocha, no bairro São Conrado, para receber o benefício. 

Apoio
A ação contou com o apoio da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), que garantiu a organização e segurança de todos, e da Secretaria Municipal da Educação (Semed), que disponibilizou os espaços para a entrega das doações.  
 
Doações
As cestas básicas foram frutos da campanha de arrecadação, criada pela administração municipal, sob a coordenação da Assistência Social de Aracaju, e que continua aberta, para minimizar os danos causados pelo coronavírus na população de baixa renda. Podem ser doados alimentos não perecíveis, água, material de higiene e limpeza, valores em dinheiro, ou qualquer outro tipo de insumo. Para fazer sua contribuição, basta ligar para o número (79) 4009-7862.
 
O atendimento é realizado das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Para evitar a saída de casa, o número também serve para alinhar as entregas de doações das pessoas que desejam realizar o ato, mas seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde, principalmente no que se refere ao isolamento social.
 
As doações também podem ser entregues no prédio da Estação Cidadania, localizado na rua Pacatuba, 64, Centro, das 8h às 12h e das 13h às 16h.
 
Para contribuições em dinheiro, o Comitê de Combate à Pobreza, da Assistência Social de Aracaju, disponibilizou a seguinte conta para o depósito: Banco do Brasil; agência: 3611-0; conta: 6704-0; CNPJ: 13.128.780/0045-12.