Neste sábado, 25, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizou mais um mutirão de combate ao Aedes aegypti. Desta vez, a ação ocorreu no bairro Olaria e o ponto de partida da equipe foi a Unidade Básica de Saúde (UBS) Walter Cardoso. A ação contou com apoio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).
A atuação da SMS é embasada em orientação, identificação e eliminação contra o mosquito, através de serviços educação, varrição, capinação, roçagem mecanizada e coleta de resíduos descartados incorretamente em terrenos baldios e vias públicas da localidade.
De acordo com o gerente do Programa de Controle do Aedes aegypti da SMS, Jeferson Santana, a escolha do bairro Olaria foi de acordo com o levantamento dos casos notificados. “Essa localidade apresenta o total de 36 casos notificados de dengue, 10 casos de chikungunya, e nenhum de zika. Dessa forma, as ações desenvolvidas se tornam mais necessárias, e o apoio da população é fundamental. Vale ressaltar que a melhor forma de combate é a participação da população, evitando o acúmulo de água parada e fazendo limpeza regular de reservatórios”, explica.
Ainda segundo Jeferson, ocorreu uma ligeira alta dos números de notificações e alguns surtos centralizados estão acontecendo. Em Aracaju, do início do ano até agora, foram notificados 769 casos de dengue, 465 chikungunya, e 14 de zika. “Por medida de segurança, por conta da covid-19, estamos realizando a orientação sem entrar nas residências e essa estratégia de educação e saúde tem como principal ator a população, que é fundamental para o sucesso desse trabalho, evitando a proliferação do mosquito seguindo as orientações”, enfatiza.
Orientação
Com a reformulação na abordagem das equipes, a atuação dos agentes se baseia na orientação sobre como os moradores podem identificar e eliminar possíveis focos. E nesse período de pandemia e distanciamento social, a colaboração da população é fundamental.
“Durante a semana o trabalho dos agentes continua nas residências, realizando a ação de educação e saúde. Orientamos o morador a fazer uma busca detalhada no imóvel, e numa possível identificação de algo de risco, ele possa fazer o controle. A mudança entre sol e chuva geralmente leva ao acúmulo de água, daí é importante que o morador perceba essa característica desse depósito e elimine, limpando, escovando, virando ou até mesmo quebrando”, afirma.
Sintomas
Entre as três doenças, os sintomas são semelhantes, porém, os principais sintomas da dengue são: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, náuseas, vômito e coceira no corpo. Já a chikungunya tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais intensas nas articulações. A zika apresenta manchas vermelhas pelo corpo, coceira, febre baixa e dor de cabeça.É importante que as pessoas que apresentem sintomas de uma das três doenças procurem um médico, não façam tratamento dentro de casa.
População deve colaborar
A moradora Clemildes Santos Pereira ‘sentiu na pele’ os efeitos da alta infestação do Aedes aegypti ao ter sido diagnosticada com dengue. Segundo ela, se antes já procurava cuidar da casa, depois que adoeceu esse cuidado só aumentou. “Me arriei de verdade e não desejo para ninguém essa doença. Em minha casa eu tenho algumas plantas, tenho a lavanderia, mas tenho muito cuidado para não deixar acumular água em canto nenhum”, disse.
José Valdir de Souza, morador do Olaria há muitos anos, também diz não se descuidar. “Procuro prestar atenção para não deixar acumular água em lugar algum. Sempre limpo muito bem a minha casa para não ter problema e fico de olho nos terrenos baldios. Além disso, converso com vizinhos para terem cuidado, afinal, não adianta eu cuidar da minha casa e o resto da vizinhança não se preocupar em cuidar da sua”, afirmou.