No último levantamento realizado pela Prefeitura de Aracaju, 75.551 pessoas já passaram pelo serviço MonitorAju. Entre elas, a maioria é do sexo feminino (64%) e a maneira mais utilizada para a realização dos cadastros foi a ligação telefônica para o número 0800 729 3534 (83%).
Com esse quantitativo de pessoas acolhidas, o serviço de monitoramento proporciona informações mais assertivas sobre a evolução do quadro pandêmico na Capital. Um dos exemplos disso são as faixas etárias com maior índice de infecção.
Os mais infectados possuem entre 20 e 39 anos, os quais somam 49% do total, seguidos pelas faixas de 40 a 59 anos, com 37%, de zero a 19 anos, com 7%, de 60 a 79 anos, com 5%, e de 80 ou mais, com 1%. O levantamento aponta ainda que entre os confirmados o sintoma mais comum é a febre, presente em 13,7% dos casos. Depois da febre estão cefaleia (11,4%); tosse (10,5%) e diarreia (8,4%) e ausência de paladar (6,4%).
Outro dado importante são os índices de grupos de risco cadastrados no MonitorAju. Entre eles há 2.728 casos com hipertensão arterial; 615 com doenças cardíacas; 395 com doenças pulmonares; 324 com doença renal; 262 com câncer e 75 em período gestacional.
Redução e cuidados
Nas últimas semanas, Aracaju tem registrado uma redução do número de novos casos. De 17 a 23 de julho foram 3.575 novos casos na cidade. Nas semanas subsequentes, de 24 a 30 de julho, foram 2.896; de 31 de julho a 6 de agosto foram 1.763, e de 7 a 13 de agosto foram 1.005.
A secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, afirma que apesar dessa redução de novos casos, para que a curva continue em queda é necessário manter os cuidados preventivos, como usar máscaras, fazer a higienização constante das mãos e evitar aglomerações.
“Desde o início da pandemia estamos promovendo diversas ações que visam orientar as pessoas quanto a importância do isolamento social e às precauções necessárias, caso haja necessidade de sair de casa. Com a gradativa abertura dos espaços públicos esses cuidados precisam ser ainda mais observados, principalmente pelas famílias que possuem entes com alguma comorbidade”, complementa a secretária.