Entre as frentes de atuação da Rede de Atenção Psicossocial (Reaps) da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju, está o atendimento aos usuários de álcool e outras drogas (AD). O serviço está disponível em dois dos seis Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que abrangem o território da capital. São o Caps AD Primavera, localizado na avenida Beira Mar, bairro Atalaia, que atende ao público adulto a partir dos 30 anos; e o Caps AD Vida, com endereço na rua Frei Paulo, em frente à Clínica Santa Helena, que atende crianças, adolescentes e jovens adultos até 30 anos incompletos. Para acesso inicial, basta apresentar documento de identificação e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Separamos o serviço por faixa etária, mas os dois Caps atendem todo o município de Aracaju. Além dos usuários, os Centros atendem os familiares que querem ajuda ou informações sobre como manejar. Todos possuem equipe multiprofissional, com serviço porta aberta para acolhimento inicial, que funciona de segunda a sexta, em horário comercial. Para atendimento de usuários já vinculados no serviço, os Caps funcionam 24h”, explicou a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), Chenya Coutinho.
Além do acolhimento inicial, os dois Caps AD ofertam o dispositivo de acolhimento noturno, que é similar a uma internação. Entretanto, vale destacar que, mesmo sendo um serviço similar, a internação é uma atividade médica, onde esse profissional é a pessoa habilitada para internar e dar alta.
“O acolhimento noturno é uma atividade multiprofissional. Então, qualquer profissional da equipe pode dar entrada no acolhimento noturno e pode dar alta desse acolhimento. O usuário pode ficar até 15 dias dentro do Caps, recebendo todos os cuidados, principalmente para situação de crise. Seja por uma crise ou em situação de risco social ou ainda que tenha passado pela urgência de saúde mental do Hospital São José e precise dar continuidade com cuidados intensivos, essas pessoas tem prioridade para o acesso ao acolhimento noturno. Os dois Caps AD fazem esse serviço”, orientou Chenya.
Visitas domiciliares também são incluídas na agenda da equipe multiprofissional, porém se trata de um serviço de busca ativa para situações específicas. “Em alguns casos em que a pessoa está com síndrome do pânico ou por alguma questão de saúde, não consegue sair de casa ou a família não sabe o que fazer, a equipe faz as visitas domiciliares. Há um agendamento, para inclusão desse atendimento no cronograma do profissional e do transporte utilizado para esse deslocamento. Na busca ativa, explicamos o que é o serviço, tentamos fazer a vinculação para trazer esse usuário para o serviço”, considera a coordenadora.
Por conta da pandemia, os atendimentos com médicos, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais seguem acontecendo, mas também por agendamento. As oficinas terapêuticas que estavam suspensas foram retomadas, aplicando todas as medidas sanitárias e de distanciamento social preconizadas.
Demais Caps
Na linha de cuidado voltada para os usuários com algum tipo de transtorno mental ou sofrimento psíquico, a SMS disponibiliza ainda outros quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps), com acolhimento inicial realizado de segunda a sexta em horário comercial, e atendimento pós vinculação do usuário, no sistema 24h.
Funcionando com base no território, na região central da cidade está localizado o Caps Liberdade, no bairro Siqueira Campos. Já para atender as demandas da Zona Norte há o Caps Jael Patrício, localizado no bairro Dom Luciano; e para os usuários que residem próximo das localidades da Zona Sul está disponível o Caps Davi Capistrano. Esses três CAPS também recebem usuários para acolhimento noturno, que funciona no mesmo fluxo dos Caps da linha AD, com prazo de permanência de até 15 dias. As questões sociais do usuário também são articuladas pelas equipes com a Secretaria da Assistência Social de Aracaju.
“Agora na pandemia estamos fazendo monitoramento, ligando para as pessoas que não estão indo tanto para o serviço. Fazemos visita domiciliar em casos judiciais ou quando não se consegue ter acesso, para tentar uma primeira vinculação, oferecer o serviço, fazer acolhimento das famílias para tentar orientar”, declarou Chenya Coutinho.
Há ainda o CAPS Ivone Lara, que atende crianças e adolescentes com sofrimento e transtorno mental. Esse é o único com funcionamento em horário comercial, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Está localizado na rua Permínio de Souza, e oferta a mesma equipe multiprofissional presente nos demais Centros.