O programa ‘Aracaju pela Vida’, implantado em junho pela Prefeitura de Aracaju e gerido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já realizou, até o dia 20 de outubro, 1.651 atendimentos residenciais.
O programa consiste em assistir pessoas que já foram atendidas nas unidades de referência para o coronavírus e atualmente estão em isolamento domiciliar com exames confirmados ou suspeitas de covid-19, nos quais há riscos de agravamento, como em idosos ou em pessoas com comorbidades. O principal objetivo é ampliar o monitoramento dos casos de coronavírus na capital.
Atualmente, são quatro equipes, formadas por médico, enfermeiro e agente de saúde local. As visitas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, nos mesmos dias e horários de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Cada equipe realiza, no máximo, oito visitas por turno, mas isso vai depender do bairro e da quantidade de pessoas que residem no local. A visita ao paciente é feita com paramentação necessária (equipamentos de proteção individual), seguida de uma avaliação oral e depois física.
A coordenadora do programa, Sindaya Belfort, explica que o projeto teve início no dia 22 de junho, e que, durante os 1.651 atendimentos, foram realizados 311 testes rápidos, 455 testes tipo RT-PCR (o swab, com uso de cotonete), sendo seis pessoas encaminhadas para internamento.
“A gente continua fazendo visitas aos domicílios das pessoas suspeitas ou confirmadas pela covid-19, preferencialmente os idosos e pessoas que têm algum tipo de comorbidades e estão no grupo de risco. As visitas não são aleatórias, elas são com base em pessoas suspeitas ou que testaram positivo. A gente tem os atendimentos que são realizados nas unidades de referências e, desses, a gente identifica os que estão no perfil. Os resultados dos testes que são realizados nas UBS estão saindo com menos de 24h, então, temos acesso a essa informação com certa rapidez”, destaca.
Sindaya Belfort conta ainda que o programa também dá suporte às UBS que não são referência em síndrome gripal e identifica em seus respectivos territórios pessoas nesse perfil. “Essas informações também vêm para que possamos realizar visitas. É importante frisar que ainda temos a demanda das pessoas que são atendidas pelo TestAju, que faz teste itinerante nos bairros. De certa forma, estamos cobrindo Aracaju de Norte a Sul”, frisa.
Busca ativa
O acesso dos usuários pode ser pelo MonitorAju, através do qual as pessoas já são acompanhadas remotamente; pelo atendimento numa das oito UBS de referência para síndrome gripal ou numa identificação pela UBS do próprio bairro.
“O Aracaju pela Vida é uma busca ativa por pessoas infectadas, porque o risco de contaminação seria maior se essas pessoas saíssem de suas casas para as unidades de saúde. Com o programa, a gente consegue expor menos pessoas contaminadas nas ruas, ocasionando uma menor probabilidade de o vírus circular. O nosso objetivo é reduzir ao máximo o número de complicações por covid-19 e consequentemente a necessidade de internamento”, afirma Sindaya.
Apelo
A coordenadora chama a atenção para a importância das pessoas se conscientizarem no sentido de evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social e o mais importante: cumprir a quarentena em casa.
“Queremos reforçar a importância do isolamento domiciliar. As pessoas estão circulando muito nas ruas, inclusive, pessoas que testaram positivo e isso é um risco muito grande. Pode não ser um risco para a pessoa que é, em tese, mais jovem ou que não tem comorbidades, mas é perigoso para outras pessoas. Não se pode pensar individualmente, mas coletivamente, respeitando distanciamento social e utilizando máscara, além de cumprir o período de quarentena”, conclui.