Com a capital situada em novo momento da pandemia do novo coronavírus, o pós-pico, com uma grande redução na média móvel de casos novos, internamentos e óbitos, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), reforça a necessidade de manter a atenção para os métodos corretos de higiene, do uso de máscaras e de evitar aglomerações.
Segundo dados compilados pelo Núcleo de Gestão Estratégica da SMS, o pico de novos casos foi registrado no dia 18 de junho, assim como o de internações e óbitos no dia 6 de julho. Durante esse intervalo de tempo, a capital viveu o seu momento de maior estresse da rede. “Naquele momento o Hospital de Campanha, que foi a nossa referência, uma vez que as outras unidades são portas de entrada, tinha uma média de 52 internações, o que correspondia a uma ocupação de 86% dos leitos disponíveis. Hoje, estamos finalizando a desmontagem do HCamp, que encerrou suas atividades dia 18 de setembro”, explica o secretário adjunto da Saúde, Carlos Noronha.
Considerando que o período de transmissão e aparecimento dos sintomas da covid-19 pode ser entre 7 a 14 dias, foi preciso transformar a forma como se compreende a evolução das transmissões. “Média móvel é a avaliação da média dos números de casos novos do período, seja por sete dias ou quatorze dias, para ter uma melhor avaliação, pois como os resultados podem ter algum problema de liberação pelo laboratório a avaliação por dia pode sofrer interferência e não mostrar a realidade do momento”, esclarece a diretora de Vigilância e Atenção em Saúde de Aracaju, Taíse Cavalcanti.
Utilizando as informações desta forma (média móvel de 7 dias) foi possível constatar um aumento de 12% no número de novos casos, comparando a semana de 30 de setembro a 7 de outubro, com a semana de 8 a 14 de outubro. Se compararmos esta última com a semana onde foi registrado o pico, de 16 a 22 de julho, a queda foi de 76,5%. A redução no número de óbitos e internações da última semana em relação ao recorte de pico também foram expressivas, 66,4% e 66%, respectivamente.
Os bons resultados, no entanto, não podem servir de motivo para a irresponsabilidade. “Embora estejamos no momento pós-pico, com uma rede menos saturada, não devemos deixar de ter atenção aos cuidados. A pandemia não acabou. Então, o uso de máscara continua sendo obrigatório, assim como se deve seguir todas as recomendações da OMS como higienizar as mãos sempre que possível e evitar aglomerações, inclusive como forma de evitar uma segunda onda de transmissões”, ressalta o secretário.