Com redução de 35,7% no índice de infestação de aedes, de acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado esta semana, Aracaju está com baixo risco para o aparecimento de surtos ou epidemias causadas pelo Aedes aegypti, passando de 1,4, em setembro, para 0,9 em outubro.
O último LIRAa de 2020 aponta que 25 bairros de Aracaju (58%) foram registrados como baixo risco; 18 como médio risco (42%) e nenhum bairro foi registrado como alto risco. De acordo com o gerente do Programa de Controle do Aedes, Jeferson Santana, a avaliação do LIRAa é fundamental.
“Por meio dele e dos casos notificados é que a equipe realiza o direcionamento das intensificações das ações. Foi observado que cinco bairros demandam uma maior preocupação, o Jardins, São José, Santos Dumont, Jardim Centenário e Cidade Nova, que passarão por intervenções intensificadas, como o próximo mutirão, que será dia 21 no bairro Santos Dumont”, explica.
Apesar de nenhum bairro ter registrado altos índices, Jeferson Santana alerta que é preciso manter os cuidados cotidianamente. “Considerando que mais de “97%” dos focos estão dentro das residências, nossos agentes permanecem orientando a população sobre o acúmulo de água em reservatórios, visto que grande parte dos focos encontrados nas casas ainda está presentes nesses locais”, reforça.
LIRAa
Segundo o novo levantamento, 67,4% dos criadouros foram encontrados em reservatórios como lavanderias, caixas d’água e tonéis; 29,4% estão em vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso; e representando 3,2%, o terceiro maior criadouro é encontrado nos lixos e entulhos das áreas externas das residências e comércios. Por isso, é importante a intensificação da comunidade na eliminação de qualquer objeto que possa acumular água limpa e parada porque é nesse local onde tem o desenvolvimento do mosquito.
Ações que serão intensificadas
“No trabalho de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, vamos intensificar as visitas de casa em casa, a coleta de pneus, e o trabalho noturno nos três bairros com maiores índices. Tudo para diminuir o número o crescimento da infestação”, garante, o gerente.
Além dos mutirões (que são realizados três sábados por mês), durante a semana, os bairros com maiores índices de infestação também receberam a aplicação de UBV (Fumacê costal). Jeferson defende que o bom êxito dessas ações depende muito da colaboração da população.
“Vale destacar que o mutirão e a aplicação do fumacê são ações de reforço do trabalho que é feito diariamente nos bairros da capital. Mas a conscientização da população é essencial para que esse trabalho faça sentido. O proprietário ou morador do imóvel precisa ficar atento ao que pode se tornar um reservatório de água e um possível foco do mosquito, para eliminá-lo”, orienta.