Ações preventivas da Prefeitura melhoram capacidade de escoamento das chuvas

Agência Aracaju de Notícias
01/02/2021 15h00
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Cidades resilientes são aquelas que possuem condições de se adaptar e de se antecipar a possíveis desastres naturais e que, de maneira coordenada, se preparam para traçar planos de ação que possam ser usados para mitigar efeitos adversos à população. Esse conceito é seguido à risca pela Prefeitura de Aracaju.

E as chuvas que caíram na capital sergipana nesse fim de semana ajudam a compreender melhor o que é ser uma cidade resiliente na prática. Conforme o ClimAju (https://www.instarain.com.br/mapa), plataforma disponibilizada pela Prefeitura para monitorar a incidência de chuvas na cidade em tempo real, somente no sábado, 30, e domingo, 31, choveu 111 milímetros (mm) na capital, quase o triplo da média história para o mês de janeiro, que é de 49 mm. Também foram registradas 19 ocorrências das mais variadas situações, como desabamento, risco de desabamento, risco de queda de árvores e alagamentos, no entanto, todas sem gravidades.

Mesmo com essa chuvarada, o sistema pluviométrico da capital reagiu bem, muito em função de ações preventivas realizadas pela Prefeitura nos últimos anos, que vão desde obras de infraestrutura à limpeza de canais, bueiros e até mesmo inspeções pontuais da Defesa Civil em áreas consideradas de risco ou de vulnerabilidade social.

Na avaliação do secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luiz Fernando Almeida, o segredo da resiliência é agir de forma preventiva, preparatória e mitigatória para que situações adversas tragam o menor risco possível para a cidade.

"Nos preparamos preventivamente para as chuvas e demos uma resposta rápida, sobretudo pela preparação, em que todas as secretarias e órgãos se mobilizaram, e depois a mitigação, quando diminuímos os impactos causados pelo evento à sociedade. É isso que demonstra a resiliência da cidade, de ter a capacidade de enfrentar eventos adversos, reagir e trazer a vida das pessoas à normalidade. É bem verdade que o escoamento vai acontecendo mais rápido em função da limpeza de canais, de bueiros, de intervenção de obras", destaca o gestor.

Luiz Fernando chama a atenção da sociedade para a questão da educação ambiental, já que, segundo ele, ainda há muito descarte irregular de lixo nas ruas, o que contribui para a obstrução do sistema pluviométrico da cidade. "Sabemos que ainda existe muito descarte de lixo nas ruas e a gente insiste para a população ajudar, porque o lixo da rua vai para o bueiro e vai entupir, trazendo transtornos para todos".

O secretário faz questão de lembrar que o trabalho realizado pelo Comitê de Crise, coordenado pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que abrange secretarias e órgãos correlatos, é extremamente crucial para o enfrentamento e mitigação dos efeitos das chuvas.

Nesse caso, ressalta o gestor, sempre que há ocorrências de chuvas, equipes da vigilância da Defesa Civil, das empresas municipais de Serviços Urbanos (Emsurb) e de Obras e Urbanização (Emurb), assim como da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) atuam em toda a cidade, seja na manutenção do sistema de drenagem ou mesmo para auxílio de motoristas e pedestres. "Vale lembrar que todo o trabalho foi acompanhado pela Assistência Social, que prestou todo o apoio necessário às famílias atingidas pelas chuvas, realocando-as quando necessário", diz.

Trabalho rotineiro
Na avaliação do presidente da Emsurb, Luiz Roberto Dantas, a cidade resistiu bem à carga d'água devido ao trabalho rotineiro da Prefeitura. "O trabalho é intenso no que diz respeito a atividades e ações que venham dar condição à cidade de suportar o período chuvoso. As limpezas de canal e de boca de lobo, a rede de drenagem, elas sempre devem ser mantidas limpas para ajudar nesse período. É um esforço grande e a Prefeitura, além disso, sempre identifica os pontos de alagamento e inundação, atuando mais firmemente. Nesse fim de semana, os canais resistiram bem, a rede de drenagem operou bem, mas foi um volume muito grande, acima de 100 mm em 24h. A cidade resistiu por conta de sua capacidade. Todos os dias a administração municipal mantém nas ruas diversas equipes para que a gente possa dar esse conforto à população no momento de chuva com esse tipo de intensidade".

Cidade preparada
O coordenador da Defesa Civil, major Silvio Prado, é enfático ao afirmar que as cidades resilientes são aquelas que estão preparadas para as mudanças climáticas e têm a capacidade de sobreviver, adaptar-se e crescer. "A cidade resiliente é a cidade capaz de corresponder e resistir a esses eventos adversos. Para tudo isso acontecer é preciso ações de prevenção e mitigação que dão resposta ao evento. A cidade resiliente é a cidade preparada para as mudanças climáticas, redução de emissão de gases poluentes na atmosfera. O clima está mudando e as cidades resilientes têm de estar preparadas, sempre".