Com o Aedes aegypti não dá para descuidar, a vigilância deve ser constante. Por saber que todo cuidado é pouco, a Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mantém equipes do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, diariamente, no trabalho de combate ao mosquito, atuando em diversas frentes.
No entanto, os serviços realizados precisam da colaboração da população, que pode contribuir com as ações por meio de denúncias. Para isto, a SMS disponibiliza a Ouvidoria, pelo telefone 0800 729 3534. Digitando a opção 7, o cidadão pode realizar uma denúncia relacionada ao mosquitos transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, de forma simples e prática, tendo a identidade preservada.
O gerente do Programa, Jeferson Santana, ressalta que, somente no ano de 2020, foram registradas 417 ouvidorias relacionadas ao controle do Aedes. “Algumas das ligações são para solicitar algum serviço, tirar dúvidas, mas, a maioria é para denunciar algum local que tenha um suposto foco ou criadouro do mosquito. Quando recebemos a informação, entramos em contato com supervisor da região, que faz a visita no local indicado", explica.
Segundo Jeferson, após o registro da ligação, as equipes têm o prazo de dez dias para dar o retorno ao cidadão, ainda por meio da ouvidoria, caso ele se identifique, "já que também damos a opção de denúncia anônima”, afirma o gerente ao ressaltar que, quanto mais detalhes a pessoas informar, melhor para a identificação do local foco da denúncia.
Durante a visita ao local, se for numa residência habitada, a equipe orienta o morador e faz a intervenção necessária. “É importante destacar que a pessoa requisita alguns serviços que não necessariamente serão executados. Primeiro, enviamos o técnico que verifica se a informação é consistente e, assim, identificamos o trabalho que realmente precisa ser feito no local. Às vezes, por exemplo, o foco está num balde, então, não é preciso que mande o fumacê para a localidade. A demanda vem, mas ela é analisada e atuamos de acordo com o que o programa preconiza”, esclarece Jeferson.
Fumacê
Um dos pedidos recorrentes por parte da população é pelo fumacê, mas, segundo o gerente, a aplicação do produto segue critérios.
“As demandas do fumacê aumentam, principalmente, no período entre os meses de novembro e março, quando há uma tendência maior ao aumento dos pernilongos, que é um período sazonal de mosquito. Consequentemente, as pessoas ficam incomodadas e fazem a solicitação. Porém, o critério que utilizamos para aplicar o fumacê é baseado no número de casos registrados de doenças transmitidas pelo Aedes. O fumacê é um trabalho complementar das nossas ações, não o serviço principal”, ressalta.
Quando necessária, a aplicação do fumacê costal é realizada por duplas de agentes, que atuam entre quatro e sete quarteirões, sempre entre as 17h e 19h, horário em que ocorre uma maior movimentação vetorial do mosquito.