Prefeitura realiza projeto Aracaju sem Esquistossomose nos bairros da cidade

Saúde
22/02/2021 10h30
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Por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a Prefeitura desenvolve o projeto 'Aracaju sem Esquistossomose' que, atualmente, está em execução no bairro América e Novo Paraíso. A ação consiste em realizar coletas para exame parasitológico, a fim de detectar possíveis infecções, e acontece por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e da Rede de Atenção Primária (Reap).

De acordo com a coordenadora da Reap, Kamila Fialho, o trabalho de combate aos vetores e hospedeiros intermediários de doenças transmitidas por animais é realizado durante todo o ano. Entretanto, no caso da esquistossomose, conforme mapeamento dos bairros da capital, ações mais específicas são realizadas com o objetivo de intensificar o trabalho.

“A adesão da comunidade é fundamental para o êxito da ação, que proporciona um levantamento mais detalhado dos casos na região. O exame é sempre disponibilizado nas Unidades, mas por meio desse projeto é possível mapear de forma precisa os casos no território. Fazemos a busca ativa, com o fluxo de colher amostras, que são encaminhadas para análise no CCZ e direcionam os casos positivos para tratamento nas UBS”, explica Kamila.

Busca Ativa
De acordo com o supervisor do Programa Municipal de Controle de Esquistossomose, José Chagas Sobrinho, os agentes de endemias fazem a educação em saúde, entregam os coletores para o exame parasitológico de fezes e as amostras são encaminhadas para o CCZ, onde são feitas as análises.

“Quando positivo, entregamos ao agente de saúde responsável pela área do paciente, que entra em contato e o encaminha para tratamento na Unidade de Saúde com medicamento de dose única prescrita pelo médico. Embora tratável e curável, é uma doença perigosa e silenciosa. A esquistossomose, quando não tratada cedo, pode causar sequelas”, orienta.

A doença
A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni. Inicialmente, a doença é assintomática, mas pode evoluir e causar graves problemas de saúde crônicos, podendo haver internação ou levar à morte. No Brasil, a esquistossomose é conhecida popularmente como “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”.

A pessoa é infectada quando entra em contato com água doce com presença de caramujos infectados pelo Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose. A maioria dos ovos do parasita se prende nos tecidos do corpo humano e a reação do organismo a eles pode causar grandes danos à saúde.