Prefeitura apresenta 5º Boletim Epidemiológico do Programa Vida no Trânsito

Saúde
26/05/2021 15h13
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Nesta quarta-feira, 26, representantes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apresentaram o 5º Boletim Epidemiológico do Programa Vida no Trânsito (PVT), iniciativa que tem como objetivo identificar o perfil das vítimas de acidentes de trânsito na capital, e com isso, de maneira integrada com outros órgãos, elaborar e direcionar ações e intervenções visando a redução do número de óbitos e lesões causadas por acidentes.

“O objetivo do Programa Vida no Trânsito foi atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU),  que estabeleceu 2010-2020 como a Década de Segurança Viária, orientando que os países e municípios diminuíssem em 50% os seus óbitos por acidentes de trânsito em dez anos. Uma meta para ser atingida em 2020, e que foi alcançada em 2017 por Aracaju, quando conseguimos reduzir em mais de 53% esses óbitos por acidente de trânsito no período de 2010 a 2017. E a partir daí, ano a ano, passamos a avaliar esses resultados do projeto que segue ativo”, explica a diretora de Vigilância e Atenção à Saúde (DVAS/SMS), Taise Cavalcante. 

Nesse 5º boletim, entre os dados divulgados, que são referentes ao consolidado de 2019, foram registrados 2.278 acidentes de trânsito, entre leves, graves e fatais, sendo que desse total, 46 tiveram vitimais fatais, o que representa 2% do índice geral. A parcial de 2020 contabiliza, até o momento, 43 acidentes fatais. 

Comparando os números totais com os dados referentes aos acidentes de trânsitos fatais, pessoas do sexo masculino continuam sendo as mais afetadas. Dos 2.278 acidentes, 1.567 envolveram homens, o que equivale a 68,8%. E entre os 46 acidentes fatais ocorridos em 2019, essa prevalência masculina permanece, com 40 homens vitimados. 

“Nesse mesmo comparativo entre 2019 e o ano anterior, os óbitos em acidentes de trânsito ocorrem com maior frequência na faixa etária de 30 a 59 anos, ou seja, em adultos jovens, e a colisão, que é a batida entre dois veículos em movimento é o primeiro tipo de acidente de trânsito apontado com vítimas fatais”, complementa Taise. 

Outros dados
O boletim também demonstrou que, a cada ano, o número de acidentes com óbitos se apresenta em bairros diferentes; em 2019, o Santos Dumont foi o bairro com mais acidentes fatais. Além disso, os dados apontam que os finais de semana, no horário entre as 18h e 0h são os períodos em que os óbitos aconteceram. 

“Algumas condições de diagnósticos se mantêm durante os anos. Porém, quando a gente avalia ano a ano, se vê uma mudança no percentual do que aconteceu. Por exemplo, no tipo de acidente, na colisão, em 2019 tivemos o maior índice, com 52,2% desses acidentes. Porém, quando eu comparo o ano anterior, vemos que nós tivemos um aumento também nesse percentual, que foi de 35% no aumento de colisão, e a queda de moto, em 2019 comparando com 2018, foi o que apresentou o maior aumento proporcionalmente”, descreve a diretora da DVAS.

Em três anos seguidos, a velocidade vem sendo o primeiro fator de risco, seguida do álcool, e esses dois fatores continuam liderando e contribuindo para o desfecho dos acidentes de trânsito com óbitos. 

Ações integradas
O Programa Vida no Trânsito (PVT) é formado por um Comitê Intersetorial, que além da Secretaria Municipal da Saúde é composto de diversos órgãos: Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT); Departamento Estadual de Trânsito (Detran); Secretaria Estadual de Saúde (SES); Secretaria Municipal da Educação (Semed); Conselho Municipal de Saúde (CMS); Universidade Federal de Sergipe (UFS); Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb); Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb); Guarda Municipal de Aracaju; e Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), representada pelo Centro de Estatística.

“O PVT trabalha muito a proatividade e parceria, então é fundamental que os órgãos façam um planejamento integrado de segurança no trânsito para a capital. Falamos que o objetivo é o mesmo, de preservar vidas, dessa forma, que possamos traçar metas, alinhar as nossas ações, e que elas sejam estratégicas para a redução dos acidentes de trânsito na capital. Que não seja algo intensificado apenas nos eventos complementares, como o maio amarelo, a semana nacional de trânsito, até porque nós temos constantemente acidentes de trânsito ocorrendo. Então, essa integração precisa acontecer de uma forma continuada, durante todo o ano, pois isso fortalece mais as nossas ações”, avaliou a técnica do Núcleo de Prevenção da Violência e Acidentes (NUPEVA) da SMS, Lidiane Gonçalves. 

Participantes
Entre os participantes da apresentação virtual do boletim, acompanharam representantes da SMTT Aracaju, Detran, Cetran, Conselho Municipal de Saúde, Delegacia de Delitos de Trânsito, Emsurb, Policia Rodoviária Federal (PRF), SMTT Estância, PVT do Distrito Federal, Rede Vida no Trânsito de Santa Catarina, dentre outros órgãos.