Prefeitura capacita assistentes sociais nas áreas de hanseníase e tuberculose

Saúde
28/03/2005 11h31
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Assistentes sociais das Unidades de Saúde da Família da capital receberam mais informações sobre hanseníase e tuberculose durante palestra promovida pela Prefeitura de Aracaju através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O evento, que aconteceu no Centro de Educação Permanente da Saúde (CEPS), localizado no bairro Orlando Dantas, serviu de capacitação para os profissionais que atuam nos diversos bairros de Aracaju. O objetivo foi capacitar as assistentes sociais no conhecimento das doenças, as formas de identificá-las o mais cedo possível e os meios de tratá-las na comunidade. Aracaju, durante os meses de janeiro e fevereiro, teve toda sua equipe médica capacitada. Agora é a vez das assistentes sociais. “Há uma meta nacional de eliminação da hanseníase e controle da tuberculose para 2006, e a Secretaria Municipal da Saúde tem intensificado as duas ações de saúde”, afirma o responsável técnico pelo Programa de Tuberculose e Hanseníase do município Marco Aurélio Góes. “A tuberculose e a hanseníase são doenças contagiosas e requerem um tratamento supervisionado”, alerta. A capacitação das assistentes sociais pode facilitar a identificação das doenças em pacientes que não têm conhecimento de serem portadores. “Às vezes são doenças que levam até um ano para se manifestar, e se não forem combatidas podem contagiar mais pessoas”, conclui Marco Aurélio. Em 2004, Aracaju registrou 211 casos de tuberculose, além dos 49 já supervisionados, e 245 de hanseníase. “Números ainda bastante altos”, afirma Marco Aurélio. Ele ressalta o fato dessas doenças se manifestarem o ano todo e da conseqüente necessidade de combate permanente. A descentralização no atendimento a essas doenças foi uma das primeiras medidas tomadas pela SMS. Até então, o atendimento a pacientes portadores de alguma dessas doenças era realizado pelo Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (CEMAR). Atualmente, o controle das doenças está sendo executado pelas unidades de atendimento básico espalhadas por toda capital sergipana, onde as assistentes sociais podem atuar mais em contato com a população.