O II Congresso da Cidade, aberto na noite de ontem, está reunindo hoje, 28, representantes do governo, população e setores civis organizados para debater a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da capital. Dentre os temas que fazem parte das discussões, está o sistema de saúde do município de Aracaju. Assim como nos outros grupos temáticos, os participantes vão avaliar como a cidade vem se desenvolvendo nesses últimos anos na área da saúde. A melhoria na prestação dos serviços à população aracajuana é um dos pontos positivos abordados nesse encontro. Mas as dificuldades também estão sendo colocadas em pauta. Nós estamos apresentando o que o município está fazendo em termos de reorganização da saúde, sendo que precisamos também esclarecer as dificuldades que temos para superar alguns problemas do sistema, explica o secretário municipal de Saúde, Rogério Carvalho. Segundo o secretário, a participação popular é fundamental para as decisões políticas na gestão pública. Quando organizamos a forma como as pessoas vão acessar os serviços de saúde, estamos interferindo na vida delas de maneira muito direta, então nada mais justo que chamá-las para discutir a saúde que querem ter e fazer com que elas apontem os erros e acertos da administração municipal, afirma. E é assim que a usuária Maria de Lourdes Santos, 62 anos, pensa. Para ela, poder apontar o que está certo ou errado é um direito que deve ser garantido. Rogério Carvalho ainda esclarece que eventos como esses não funcionam simplesmente como um balcão de sugestões e reclamações. O que visamos é estabelecer um diálogo com a população, porque nem sempre temos condições de atender a todas as exigências ao mesmo tempo. O secretário completa que é necessário conversar e estabelecer acordos que sejam posteriormente legitimados e que possam atender a quem mais necessita no momento.