Um dos grandes diferenciais de Aracaju é oferecer os encantos de uma cidade grande e o charme e afeto das cidades de menor porte. Reconhecida pelo seu planejamento urbano, a capital sergipana deixa nas pessoas, tanto as que saem daqui para morar fora quanto as que vêm de fora para conhecê-la, o sentimento de saudade e o desejo de voltar.
Apesar de ter nascido na Bahia, o arquiteto Ítalo Leal morou boa parte da juventude em Aracaju e afirma que se pensasse em voltar para casa, seu destino seria a capital de todos os sergipanos, a qual completou 167 anos neste mês. “Aracaju me acolheu, me deu projeção, ajudou a construir a minha carreira e, hoje, morando fora, sigo com o mesmo olhar, um olhar de férias, de uma cidade que acolhe”, conta.
Há quatro anos, Ítalo se mudou para o Canadá, mas mantém na memória o gosto pela rotina simples e afetuosa que Aracaju o permitia ter.
“Durante os meus cinco anos da faculdade, quando eu saia da Coroa do Meio para ir ao Centro, onde estudava, o trajeto de ônibus era gratificante: cruzar pela ponte, ir pela 13 de Julho, passar pela Ivo do Prado e ver os primeiros raios de sol do dia. Essa é uma das memórias mais fortes que tenho. Se hoje estou em Vancouver não é porque eu não estava feliz em Aracaju, mas sim porque Aracaju me deu as ferramentas para eu poder crescer profissional e pessoalmente”, diz o arquiteto.
A comunicadora Letícia Sobral, que mora há mais de dez anos em Budapeste, na Hungria, também carrega consigo esse olhar afetuoso da “pequena”.
“Sou o que sou porque eu nasci em Aracaju. Hoje, morando há tanto tempo fora, olho para a minha cidade com um olhar muito mais amoroso, e valorizo muito mais a oportunidade de ter nascido e voltado diversas vezes à cidade”, ressalta.
“Uma das coisas que adoro, em Aracaju, é o passeio pro rio e assistir o sol se pôr, em Matapuã. Outra coisa que eu gosto é poder ir a um show mais intimista e encontrar muita gente conhecida, amigos que não via há um tempo, e isso é muito aconchegante. Essa facilidade em encontrar as pessoas é um diferencial. Em 15 minutos consigo encontrar meus amigos”, completa Letícia.
O servidor público João Camilo, há cerca de cinco anos deixou a capital sergipana e, hoje, mora em Brasília. Ele recorda que cresceu observando, em paralelo, o desenvolvimento de Aracaju com olhar vívido.
“Sinto falta de tudo o que me lembra Aracaju. Primeiramente, da família e dos amigos, mas também dos lugares. As praias, os bares, as festas juninas. Até do céu de Aracaju eu sinto falta. Os cenários de Aracaju me marcaram em diferentes fases e épocas da vida. Na infância, as ruas do bairro onde morei. Uma das satisfações foi ter visto o crescimento dos shoppings da cidade, que ressaltavam o desenvolvimento. Já na juventude, os bares, no período de faculdade, dos shows e das festas. Mas o grande diferencial mesmo de Aracaju está nos aracajuanos porque foi com eles que estabeleci os maiores e melhores laços da minha vida", completa.