Agosto Lilás: Prefeitura promove palestra com mulheres do Sol Nascente

Saúde
25/08/2022 09h02
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Com o objetivo de mobilizar a população sobre a importância do enfrentamento à violência contra a mulher, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (Nupeva), promoveu mais uma ação alusiva ao Agosto Lilás. O evento ocorreu na tarde desta quarta-feira, 24, no polo da Academia da Cidade (PAC) do bairro Sol Nascente, em parceria com a Coordenadoria da Mulher, da Secretaria Municipal de Assistência Social, e com a Patrulha Maria da Penha, da Secretaria Municipal de Defesa Social e Cidadania (Semdec).

O polo da Academia da Cidade (PAC) do Sol Nascente foi um dos escolhidos por estar localizado no Jabotiana que, de acordo com dados extraídos do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), é um dos bairros com maiores registros de notificação de violência contra as mulheres, em 2022.

Para a responsável técnica do Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (Nupeva), Lidiane Gonçalves, o momento é essencial para informar e incentivar a sociedade. 

“O objetivo dessas ações é conscientizar e encorajar a sociedade sobre a denúncia dos casos de violência doméstica, para que as mulheres possam buscar ajuda, ao tempo em que trabalhamos no fortalecimento da rede de atendimento e proteção, para quando denunciarem, terem o suporte necessário, seja na saúde, assistência, jurídico, dentre outros”, explica Lidiane.

Palestra

A palestra, que teve como tema “Pela Vida de Todas as Mulheres”, reuniu as frequentadoras da Academia da Cidade, para que pudessem se inteirar sobre a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que no dia 7 de agosto completou 16 anos. 

A pedagoga Ana Luiza Cardozo, de 51 anos, elogiou a ação. 

“Precisamos avançar e mudar essas estatísticas de tantas mortes e violência contra nós, mulheres, e ouvir essas palestras faz com que mais mulheres se sintam encorajadas”, pontua Ana Luiza.

Como uma das palestrantes, Elissandra Barboza, assistente social da Coordenadoria Municipal de Política para as Mulheres, enfatizou que a ação promove a articulação entre as políticas públicas. 

“Esse fortalecimento da rede é essencial para o enfrentamento. Comemorar os 16 anos da Lei traz informações para essas mulheres, pois, a partir do conhecimento é possível se reconhecer como cidadã e buscar melhorias na qualidade de vida, neste sentido”, frisa Elissandra. 

A guarda municipal da Patrulha Maria da Penha, Sabrina Dias, falou sobre o trabalho de prevenção. 

“Além do trabalho ostensivo da PMP, que faz a proteção dessas mulheres que já sofreram agressões, abordamos a importância crucial da educação e da prevenção, em ações como essa, por exemplo, que se torna imprescindível para que comecemos a desconstruir toda essa cultura violenta. Precisamos incutir, através do diálogo, essa perspectiva de respeito que a mulher precisa ter dentro da nossa sociedade”, conclui Sabrina. 

PAC

O Programa Academia da Cidade tem como uma das finalidades estimular a prática de atividades físicas, por meio de aulas práticas em 11 polos espalhados pela cidade. 

Amélia Maria Vieira, de 58 anos e participante do PAC, pontuou que a união entre elas é o que motiva. “Nos ajudamos de todas as maneiras, para que esses momentos sejam não só de atividades físicas, mas de apoio para outras questões, a exemplo do que muitas podem passar ou já passaram com algum tipo de violência, que pode ser física, verbal ou psicológica”, conta.

Dona Maria tem 81 anos e é frequentadora assídua das aulas do PAC. Ela fala com satisfação sobre a sua presença na palestra. 

“Tudo isso aqui é muito importante e eu não poderia deixar de estar presente. Estão de parabéns e que a gente possa ter outros momentos assim”, ressalta Maria. 

Denúncia

Para denunciar um caso de violência contra mulher, qualquer pessoa pode ligar para o 180 (Disque Denúncia sobre Violência contra a Mulher); para o Disque 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil em Sergipe); o Disque 100 (Direitos Humanos, que contempla violência contra criança, adolescente, pessoa idosa e vítimas de violência doméstica) ou o Disque 190, indicado para emergências policiais.