Aracaju fortalece política socioassistencial com construção de novos equipamentos públicos

Agência Aracaju de Notícias
13/06/2023 08h00
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A Prefeitura de Aracaju mantém um olhar atento e humanizado para a população mais vulnerável da capital, e vem avançando na disponibilidade de serviços assistenciais para aqueles que mais necessitam. Nos últimos anos, além da oferta de novos programas socioassistenciais, a gestão também tem investido na construção de novos equipamentos sociais com objetivo de ampliar esses espaços e atingir cada vez mais famílias, visando transformar a realidade delas para uma condição de vida melhor.

Nesse sentido, seis novos equipamentos sociais deverão ser entregues até 2024 pela Prefeitura. Todos eles integram os projetos de financiamento firmados pela gestão municipal e o Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), a partir da execução do Programa de Requalificação Urbana de Aracaju - Construindo para o Futuro. São eles: dois Centros de Referência de Assistência Social (Cras), dois Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), uma Casa Lar para a Pessoa Idosa, e um Centro Dia Idoso.

De acordo com a coordenadora-geral da Unidade de Coordenação de Planejamento (UCP) do Programa, Michele Lemos, na última missão de supervisão do BID para análise das obras, ocorrida no mês de maio, foram constatados os avanços nas construções.

“Para o ano de 2023, a previsão é a entrega de três destes equipamentos. Temos o Cras do bairro Santa Maria, que foi apresentado como uma obra de contrapartida que o município já vem fazendo dentro do entorno do bairro. Temos a construção do Creas no bairro 17 de Março, que está com o percentual bem avançado em termos de execução, com previsão de inauguração para o início do segundo semestre deste ano, e a Casa Lar Idoso, no mesmo bairro, que também deve ser inaugurado no início do segundo semestre. Temos que cumprir as metas dos indicadores e ir avançando para que  possamos fazer a prestação de contas com o banco, para que venham mais recursos”, disse Michele.

Ainda conforme a coordenadora, para a construção destes equipamentos, o banco destinou mais de 1,3 milhão de dólares.  “É o que chamamos de verba presa. O valor já vem com destino certo do que tem que ser feito. Então, qualquer alteração passa por uma análise dos técnicos. Temos dois equipamentos bem avançados na execução, já em fase final, e outros três estão contratados e em execução. Os valores para essas obras já estão empenhados”, reitera.
 
Comunidades beneficiadas
Os bairros 17 de Março e Santa Maria são dois exemplos de comunidade beneficiadas com a ampliação da oferta de serviços socioassistenciais. Segundo a secretária da Assistência Social de Aracaju, Simone Santana, a região destes bairros se apresenta como o maior território de vulnerabilidade social da capital, com famílias em situação econômica muito baixa, e por isso, necessita de uma atenção especial do poder público municipal.
 
“A maioria das pessoas que lá residem sobrevivem de programas sociais e de auxílios do governo federal ou municipal. Quando se tem uma situação economicamente difícil, as mazelas aparecem com mais intensidade. Sabemos que os jovens buscam o mundo das drogas, e nós precisamos estar dentro desse território e lidar com todas essas questões”, destaca a gestora.

Com a chegada destes novos equipamentos, a Prefeitura ampliará não só espaços para a realização de atividades e programas voltados para o desenvolvimento social e econômico das famílias, como atingirá um quantitativo ainda maior de pessoas em situação de vulnerabilidade. O Cras do 17 de Março, por exemplo, será um equipamento de grande porte, podendo referenciar mais de cinco mil famílias por mês. O Creas que está sendo construído no mesmo bairro também será uma unidade de alta capacidade, com atendimento de 80 indivíduos/famílias por mês em acompanhamento técnico, conforme explica a secretária.

“Quando se está mais próximo dessas comunidades carentes, e quando se amplia os espaços, melhorando a qualidade do atendimento dessa população, ela só tem a ganhar, e nós, da gestão, só temos a avançar nos serviços. Nós lidamos no Creas com famílias em situação de vulnerabilidade social e que tiveram seus vínculos rompidos com a própria família ou com a própria comunidade, então precisamos dar esse apoio. Por isso estamos com a construção do Creas no bairro 17 de Março, onde vamos ter uma equipe técnica dentro do bairro. Vamos ter a construção do Cras, que é um modelo para Aracaju, ele vai ter até um auditório. Estamos pensando num equipamento social que dê conforto e comodidade tanto para a equipe técnica, como para os usuários. Diante do alto quantitativo de usuários, a gente precisa ter salas para fazer palestras e abordar temas transversais”, detalha Simone.
 
Assistência especializada
A Prefeitura também realiza a construção de um Creas no bairro Jabotiana. “São equipamentos que vêm fortalecer a política pública da assistência social e o trabalho das equipes que estão na ponta. O prédio será próprio, aumentando a capacidade em si de atendimento, porque teremos um espaço maior. Hoje, se a gente faz uma reunião com dez pessoas, com o novo equipamento teremos condições de fazer com vinte, porque os espaços serão maiores. Com esses novos equipamentos, e principalmente em territórios específicos, fortalecemos e muito a política assistencial em Aracaju”, reforça a secretária.  

Os outros dois novos equipamentos sociais que estão sendo construídos em Aracaju possuem direcionamento específico para os idosos: uma Casa Lar, no bairro 17 de Março, e um Centro Dia, no bairro José Conrado de Araújo. De acordo com a secretária Simone, a pasta registra um alto índice de acompanhamento de idosos em situação de violação de direitos, ou seja, que foram abandonados por suas famílias.

“Precisamos ampliar os serviços para os idosos em Aracaju. Teremos uma Casa Lar que vai acolher esses que não têm condições de voltar ao convívio familiar, e também teremos o Centro Dia Idoso, outro equipamento voltado para essa população que vai realizar um trabalho diário. Lá, teremos profissionais multidisciplinares, desde assistente social, psicólogo, pedagogo, educador social, oficineiros que levarão atividades para os idosos. Será um Centro onde o idoso passa apenas um período do dia e volta para casa. Ali ele vai estar sendo cuidado, para depois retornar para a família”, explica a secretária.