Primeiro dia do Feirão Limpa Nome Aracaju atrai diversas pessoas

Segurança Municipal e Cidadania
11/03/2026 16h55
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"Eu estava com uma dívida e não conseguia negociar. Peguei R$ 3.000 emprestado há três anos e fiquei sem condição de pagar. Quando soube do Feirão Limpa Nome não pensei duas vezes. É muito ruim ficar com débito em aberto. A gente não tem sossego". O relato é da dona de casa Marta Mota Santos. Ela conseguiu parcelar a dívida junto ao Banese.  A iniciativa é do Procon Aracaju, órgão da Secretaria Municipal da Segurança e Cidadania (SSM/AJU) e integra as ações em alusão ao aniversário de 171 anos da capital sergipana, celebrado no dia 17 de março. 

Quem também aproveitou a oportunidade foi o protético Alden Sinezio Freire. Ele veio resolver uma pendência junto à Energisa. "Saio daqui hoje muito feliz porque resolvi meu problema. É ruim demais estar com uma dívida e sem saber como solucionar. O feirão veio em boa hora para ajudar à população. A gente precisa desses incentivos para seguir em frente com dignidade", declarou. 

O evento ocorre até a próxima sexta-feira, 13, no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Universidade Tiradentes, situado no Centro, das 8h às 15h. Participam da ação de negociação, a Iguá Saneamento, Energisa, Banese e Banese Card. "Estamos felizes com a adesão neste primeiro dia. Até sexta-feira, a expectativa é de termos um número ainda maior porque o nosso objetivo é devolver o poder de compra e a dignidade aos cidadãos. Além da negociação de dívidas, estamos ofertando orientação jurídica sobre Direito do Consumidor e Educação Financeira", explicou a coordenadora-geral do Procon Aracaju, Roseneide de Araújo. 

Durante o feirão, a pessoa poderá renegociar dívidas com descontos reais e condições facilitadas de pagamento. Além disso, terá acesso a uma rede de apoio integrada com consultas de crédito (Serasa e SPC) por meio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), capacitação e oferta de emprego por meio de cadastro feito pela Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) e a homologação de acordos junto ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos do Superior Tribunal de Justiça (Cejusc).

A juíza coordenadora do Cejusc, Hercília Maria Fonseca Lima Brito, destacou a importância evento. "O feirão tem um papel social importante, pois estimula a cultura de pagamento, promove a educação financeira do cidadão e devolve a dignidade para essas pessoas. Além disso, evita futuras judicializações, pois o débito pode gerar uma ação de cobrança", afirmou.

A presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Melissa Rollemberg, ressaltou a necessidade da oferta de emprego. "Não é só negociar o débito, é ter como pagar a dívida. Esta é uma preocupação constante da gestão. É por esse motivo que estamos aqui para oferecer qualificação profissional e ajudar essa pessoa a se inserir no mercado de trabalho", pontuou.