Prefeitura intensifica combate à dengue em áreas de maior infestação

Saúde
29/01/2009 11h03
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É chegado o verão: período mais quente do ano, em que aumentam temperatura e umidade relativa do ar, sobretudo nas regiões litorâneas. Período também em que a população deve redobrar os cuidados quanto aos locais que podem servir de reservatório para a proliferação do Aeds aegypt. O clima quente, atrelado ao acúmulo de água em pneus, caixas d'águas, garrafas e vasos de plantas, são elementos propícios para a rápida propagação do mosquito.

Anualmente, nos meses de janeiro e fevereiro, os órgãos responsáveis pelo controle da dengue em todo o país ficam em alerta à espera de um aumento nos índices de pessoas vitimadas pela doença. Assim tem sido na capital sergipana, onde a Vigilância Epidemiológica e o Programa de Controle da Dengue da Secretaria Municipal de Saúde  da Prefeitura de Aracaju (SMS) vêm desenvolvendo ações para evitar o surgimento de novos casos.

O trabalho teve início no mês de outubro, quando o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde, em parceria com a SMS, executou o levantamento do Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa). A iniciativa permitiu aos técnicos da saúde municipal o acesso ao Índice de Infestação Predial (IIP) antes do período de maior risco de transmissão de dengue, viabilizando a intensificação das ações de prevenção.

"Na avaliação geral, temos 39 bairros em Aracaju. Desse total, 20 estão com o índice considerado satisfatório, abaixo de 1%; 15 estão no nível médio, entre 1% e 3,9% de infestação; e quatro bairros, o que equivale a 10% do total, têm índice acima de 4%, considerado alto", observa a coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Taise Cavalcanti, lembrando que a cidade como um todo está com um IIP de 1,5%, considerado médio.

As localidades que apresentaram aumento significativo no IIP, chegando ao nível de infestação mais alto, vêm tendo uma atenção especial da Prefeitura de Aracaju. "Logo que foi constatado o aumento, a SMS intensificou a atuação nessas localidades com o tratamento focal [eliminação de larvas], perifocal [aplicação de inseticida] e utilização de fumacê costal [espécie de máquina portátil]", ressalta Taise, citando como exemplos os bairros Suissa, Palestina e Getúlio Vargas. 

Conforme a coordenadora, a ação já vem colhendo resultados positivos em 2009. Até o último dia 23 de janeiro, 31 casos de dengue foram notificados, com apenas uma confirmação. Entre os demais, dez já foram descartados via exame laboratorial e o restante ainda está sob suspeita. "Estamos bem abaixo do número de casos esperados para o mês de janeiro pelo fato de Aracaju ser área endêmica para a dengue, e apresentar casos suspeitos todos os meses do ano", explica.

Carros fumacê

A utilização de carros fumacê, em parceria com o Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é outra ação da SMS voltada para as localidades com índice de infestação elevada. "Quando tivemos o resultado do LIRAa, solicitamos de imediato o fumacê para os bairros que tiveram aumento considerável na infestação", afirma Taise Cavalcante.

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, a utilização do veneno ocorre em dois casos: durante epidemias ou quando o IIP sobe acima de 5%. "É até uma determinação do Ministério da Saúde para abaixar o índice e não correr riscos de transmissão. O período para utilizar é este", informa.