Um espetáculo à parte, que torna as noites de forró mais quentes, é a presença dos dançarinos nas apresentações da maioria das bandas neste Forró Caju.
Muitos chegaram à profissão por acaso. "Comecei por gostar de dançar. Enxerguei a dança como um meio de ganhar dinheiro, à medida que vi o forró crescendo no estado", comenta a dançarina da banda sergipana Forró Fantástico, Andréa Vital.
Para aguentar a maratona do período junino, eles se preocupam em se alimentar corretamente, repondo as calorias que gastam no palco com muitas fibras, proteínas e carboidratos. Também praticam diariamente musculação, alongamento e exercício aeróbico, além, é claro, dos ensaios.
As coreografias executas pelos grupos, trazem passos de diversos gêneros de dança, principalmente do jazz e balé clássico. "Eu sou o coreógrafo, mas a coreografia final é desenvolvida em grupo", afirma o bailarino e coreógrafo da Forró Fantástico, Éder Argolo.
Contratempos
Para quem está de fora, os bailarinos parecem seres inatingíveis, mas de alguns os shows esses profissionais levam para casa histórias engraçadas. "No nosso último show, um dos nossos bailarinos comeu uma coisa mais pesada e todos no palco sentiram cheiros estranhos durante toda a apresentação", deixou escapulir uma dançarina que não quis ser identificada.