Nesta sexta-feira, sergipanos e turistas participaram do Forró Caju com muita animação. O evento começou no dia 19 de junho e vai até domingo, 28. Onde há festa, há muita gente comendo e bebendo, o que gera muito lixo, como papéis, copos descartáveis e, sobretudo, latinhas.
Para conseguir uma ‘graninha' extra, alguns se aventuram na catação de latas de cerveja e refrigerante e acabam ajudando na limpeza do local. É o caso do autônomo Carlos Santos, que durante a festa chega a catar cerca de mil latinhas por noite. Como o quilo da latinha contém 60 latinhas e custa, em média, R$ 1,50, ele consegue faturar R$ 25.
"Eu trabalho sozinho para sustentar uma família com cinco pessoas. Essa é a melhor época. Só fica ruim porque os donos de ferros-velhos baixam o preço, pois sabem que a gente consegue mais produto", comenta.
Dona Maria, como gosta de ser chamada, revela que só consegue comprar alguma roupa depois que passa o São João. "Pra gente que vive do lixo descartável só tem duas épocas boas: o São João e o Carnaval. Mas o Forró Caju, como dura mais dias, é melhor. Dou graças a Deus por esta festa e agradeço ao prefeito. Que não acabe nunca!", diz.
Proteção
O Conselho Tutelar, ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) da Prefeitura de Aracaju, age não deixando que crianças trabalhem na festa, inclusive no recolhimento de latinhas.
"Quando identificamos crianças, tentamos localizar os pais e o orientamos que não deixem seus filhos trabalhando. Em caso de reincidência, encaminhamos para o Juizado da Infância e da Adolescência", explica o assessor de comunicação da Semasc, Bruno Almeida.