Uma das atrações mais esperadas da penúltima noite do Forró Caju 2009, o baiano Adelmário Coelho correspondeu às expectativas do público, que dançou sem parar na praça de eventos Hilton Lopes. Os casais chamegaram agarradinhos, embalados pelo forró de raiz que segue a linha ‘gonzaguiana', mantendo acesa a chama do autêntico forró.
Celebrando 15 anos de carreira e acompanhado por uma super banda, Adelmário Coelho mostra que o legado deixado pelo Rei do Baião ainda faz germinar frutos. Quer seja com clássicos imortalizados pelo Velho Lua ou com composições próprias, suas apresentações são verdadeiras misturas de xote, xaxado, baião e pé-de-serra.
Minutos antes de subir no palco Luiz Gonzaga, o cantor concedeu entrevista à Agência Aracaju de Notícias (AAN), em que falou do sucesso alcançado e do carinho que sente pelo público sergipano.
Agência Aracaju de Notícias (AAN) - Você toca o autêntico forró de raiz. Por que não se rendeu a esse novo estilo de forró surgido na década passada?
Adelmário Coelho - Respeito todos os estilos e ritmos surgidos, mas me identifico com a cultura e identidade do povo nordestino. Fico feliz em estar dando continuidade ao verdadeiro forró, que vem ultrapassando décadas e conquistando novas gerações. Não posso me desvirtuar disso.
AAN - Sergipe já se tornou um verdadeiro ‘caminho da roça'. Você esperava essa receptividade?
Adelmário - Eu fico muito lisonjeado por sempre ser prestigiado nesse querido Estado. Sou muito lembrado no interior de Sergipe e nesta festa linda e alegre que é o Forró Caju. Agradeço muito aos sergipanos pela confiança depositada em meu trabalho.
AAN - Recentemente você esteve no programa ‘Mais Você' e pôde levar para todo o país e alguns países do mundo seu trabalho genuinamente nordestino. Que saldo você tem dessa experiência?
Adelmário - Foi maravilhoso. Apesar de ser totalmente cenográfico, me senti em um verdadeiro arraiá. A importância dessa aparição é que diversos povos puderam conhecer um pouco da cultura nordestina que, além de rica, é linda e poética.
AAN - Seu carisma é um ponto alto em todas as apresentações que você faz. O público interage muito durante seus shows. Como se explica isso?
Adelmário - Acredito que seja pelo fato de estar sempre de bem com a vida e feliz com o público, fãs e admiradores que acumulo a cada show que faço. Levar alegria para eles através da música e do forró é a melhor coisa que faço e a recompensa vem em forma do carinho que recebo.
AAN - Que músicas não podem faltar em seus shows?
Adelmário - ‘Não fale mal do meu país', ‘Nenem', ‘Anjo Querubim' e alguns clássicos de Luiz Gonzaga, a exemplo de ‘Qui nem jiló'.