O Forró Caju é uma festa de todos e para todos. Por mais espalhado que o público fique pelos quatro cantos da praça dos mercados, grupos de amigos das mais variadas tribos demarcam seus espaços com um único propósito: forrofiar sem medo de ser feliz.
Existem alguns territórios específicos para determinadas galeras. Da mesma forma que a turma da paquera escolheu o espaço de acesso aos camarotes para ‘xavecar' e o pessoal da melhor idade tem um cantinho próximo à mesa de som para ‘ariar a fivela', a turma GLBT elegeu como point a passarela onde ficam instalados os bares.
O conferente Cleverton Oliveira afirma que no local a diversão é garantida e o preconceito não tem vez. "As pessoas aqui ficam livres, descontraídas, o clima é leve. Sozinho ou acompanhado, sempre curto o Forró Caju nesse espaço", declara.
Seu namorado, o vendedor Thiago Cardoso, explica que o espaço já virou marca registrada e até os casais heterossexuais passaram a frequentar. "Além de ter a mesma segurança que existe nos demais locais do Forró Caju, esse point é um território onde os gays podem se divertir, seja com seus parceiros ou prontos para conquistar alguém", diz.
A estudante de Direito Camilla Santos explica que o point da turma ‘colorida' na passarela dos bares é um local onde o público gay explicita suas preferências de maneira mais livre. "Venho sempre aqui. Danço, encontro os amigos e paquero muito", conta. Ela ressalta que muitos romances têm início naquele local. "Em anos anteriores conheci pessoas aqui e acabei ‘ficando' com algumas", revela.
Bruna Santana é outra que aprova o espaço para a galera mais descolada. Segundo ela, a energia do lugar é única. "Curto demais o Forró Caju nesse local. A cada ano o público se renova e a festa fica mais bacana", avalia a estudante, numa prova de que o maior evento junino do estado é aberto e livre de qualquer preconceito.