Ao som do saxofonista Alejandro Habibi foi aberta na noite da última sexta-feira, 19, a exposição fotográfica ‘Aracaju: o passado e o presente é o futuro', promovida pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) em comemoração aos 155 anos de Aracaju. São 22 painéis que retratam pontos históricos da cidade e fazem um contraponto com o hoje a partir da ótica do desenvolvimento urbano. A mostra ficará aberta ao público até o próximo dia 31 de março, no Mirante da 13 de Julho.
O coquetel de abertura contou com a presença do prefeito Edvaldo Nogueira e da empresária Danusa Silva, que ficaram encantados com a beleza e o simbolismo das fotografias. "A exposição consegue seu objetivo que é o olhar sobre Aracaju do passado e do presente e seu fio histórico permite que a gente projete a cidade para o futuro", observou o prefeito.
A mostra oferece um passeio pela cidade entre as décadas de 1920 e 1960 e depois revisita esses locais sob as lentes dos repórteres fotográficos da Secom Alejandro Zambrana, André Moreira, Jorge Henrique, Lizia Martins e Silvio Rocha. A curadoria ficou a cargo do diretor da Galeria de Artes Álvaro Santos (GAAS), Luis Adelmo Soares, e do historiador Amâncio Cardoso, com produção da publicitária Eliene Nascimento. O texto de apresentação é jornalista Cleomar Brandi.
"Falar de Aracaju é fácil, uma cidade de corpo jovem, uma bela moça morena, de cabelos negros, leve e risonha e que acolhe todos que aqui chegam", poetisa Cleomar. As imagens antigas são dos historiadores Murillo Melins e Amâncio Cardoso, que cederam parte dos seus acervos para a exposição.
Acervo
Em seu acervo pessoal Murillo possui cerca de 800 fotos antigas, garimpadas de álbuns de amigos e recebidas como cartão de Natal. "Antigamente os cartões natalinos eram fotografias de pontos importantes da cidade. Passei a colecionar todos que eu recebia. Por meio de amigos como Artur Costa, da antiga Casa Amador, e Francisco Barreto, da Foto Estúdio, consegui outras tantas fotografias", relembrou ele. Atualmente o arquivo pessoal de Murilo Mellins esta todo digitalizado.
Sua foto mais antiga data da década de 1910. "Deu trabalho de escolher porque possuo muitas fotos antigas e a gente sempre quer utilizar todas, porque Aracaju é minha paixão", relatou.
O secretário municipal de Comunicação, Marcos Cardoso, agradeceu a presença do público e fez um discurso de reconhecimento ao trabalho da equipe envolvida. "A turma da Secom trabalhou ativamente para que esse evento ocorresse e essa é uma vitória que merece ser compartilhada com todos. Especialmente agradeço ao apoio de Murilo Mellins, Amâncio Cardoso e Luiz Adelmo", ressaltou.
O fotojornalista Silvio Rocha comentou que a mostra é uma oportunidade de revelar à sociedade cenários de Aracaju que são belos, mas que muitas vezes a vida agitada não deixa as pessoas perceberem. "Compartilhar essa exposição é de extremo prazer para quem vive a fotografia diária. Eu e meus colegas que trabalhamos para que esse momento acontecesse estamos realizados", destacou.
Para o secretário de Estado da Comunicação, Carlos Cauê, a exposição será uma oportunidade para que a população conheça mais sobre a história da cidade e redescubra pontos tradicionais a partir de uma nova perspectiva. "As fotografias antigas são o referência de um tempo que passou para que possamos entender o presente e projetar o futuro", ressaltou.
Imagens
Entre imagens novas e antigas, a viagem é narrada pelo historiador Amâncio Cardoso, autor do texto das legendas, e começa com a romântica perspectiva da Colina do Santo Antônio, onde a Assembléia Provincial se reuniu para discutir a mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju, em 1855.
As fotos mostram também, entre outros pontos, a praça Olímpio Campos, que abrigou as festividades dos 100 anos de Aracaju, em torno da Catedral Metropolitana. "Nela, os aracajuanos comemoravam os festejos natalinos, varando a noite no entorno do belíssimo templo neogótico", descreve Amâncio Cardoso.
Para o curador da exposição, Luis Adelmo Soares, o desafio foi selecionar, entre centenas de fotografias históricas, as que pudessem refletir com propriedade o desenvolvimento e a modernidade que o aracajuano experimentou sem, no entanto, perder seus referenciais artísticos, geográficos e humanos. "Buscamos na coletânea um lastro que revelasse os sentimentos de pertencimento e contemplação do aracajuano pela sua terra, em palavras e imagens singelas, porém bem trabalhadas", conta.
A secretária de Estado da Cultura, Heloisa Galdino, que também participou da abertura da exposição, enfatizou a programação comemorativa ao aniversário da cidade. "A festividade dos 155 anos está perfeita, pois agrada a todo tipo de público e culmina com a exposição que dá aos aracajuanos a oportunidade de conhecer seu passado e presente", afirmou.
Confira o hotsite do aniversário da cidade