Trabalho socioassistencial da Prefeitura garante direitos a crianças e adolescentes tutelados

Família e Assistência Social
02/06/2021 18h36
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Para prestar todo o auxílio socioassistencial de direito às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social do município, os quais se encontram provisoriamente sob tutela do Estado, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social, possui seis espaços para acolhimento desse público.
 
Dos seis locais, dois são abrigos: o Sorriso e o Caçula Barreto, e quatro são Casas Lares. Atualmente, 60 usuários estão nos abrigos e 24 nas Casas Lares. São crianças e adolescentes que enfrentam situações de abandono ou casos em que os responsáveis se encontram temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. Entretanto, esgotadas as possibilidades de retorno à família de origem ou extensa, a adoção passa a ser o novo caminho.

Todos esses locais são estruturados para reproduzirem um ambiente familiar, para isso contam com uma equipe técnica composta de coordenadores, cuidadores, cuidadores residentes, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. O objetivo é proporcionar condições dignas de moradia, alimentação, vestuário, estudo, atendimento médico-odontológico, psicológico e social, a fim de ressignificar a história de vida das meninas e meninos acolhidos nessas unidades.

As Casas Lares mantidas pela gestão municipal trabalham com a perspectiva de acolhimento de média ou longa duração, em que o objetivo principal é estimular a autonomia desses usuários, uma vez que, em sua maioria, são adolescentes, perfil que, infelizmente, tem maior dificuldade para adoção em nosso país ou, até mesmo, de reinserção familiar. Nas Casas Lares a equipe é residente, permanecendo dia e noite com os assistidos.

Já nos abrigos, a atuação da equipe é alternada por turnos, a partir de um trabalho que tem o intuito de minimizar os impactos sociais e afetivos, visto que o público é formado de crianças e adolescentes com perspectiva de acolhimento com curta duração, viabilizado o retorno ao convívio da família de origem ou, na sua impossibilidade, o encaminhamento para um lar substituto.
 
De acordo com o coordenador da Proteção Social Especial de Aracaju, Jonathan Rabelo, com a pandemia, os impactos também chegaram a esse público, aumentando o número de acolhidos.
 
“Quando iniciamos com o trabalho, tínhamos cerca de 100 crianças dentro das nossas unidades de acolhimento. Conseguimos fazer um trabalho de reinserção junto ao Poder Judiciário e estabilizamos entre 2017 e 2018 um quantitativo de 60 a 65 acolhidos. Com o início da pandemia tivemos um grande aumento, chegando a quase 90 crianças e adolescentes acolhidos novamente. É um número que nos entristece, pois sabemos que se expandiu devido às questões socioeconômicas agravadas pela pandemia”, afirmou o coordenador.

Atualmente, as unidades de acolhimento da capital apresentam 46 crianças e adolescentes aptos judicialmente para o processo de adoção.