Aracaju 167 anos: investimentos em urbanização transformam a cidade

Agência Aracaju de Notícias
31/03/2022 09h00
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A expansão dos investimentos da Prefeitura de Aracaju na urbanização da capital, em especial em comunidades que há muito aguardavam por uma intervenção, tem transformado a dinâmica de funcionamento desses locais e a percepção dos aracajuanos que lá residem.
 
Nos últimos cinco anos, a administração municipal entregou obras de infraestrutura em 28 localidades, em bairros de diferentes regiões, permitindo melhorias significativas na qualidade de vida desta parcela da população. 

As obras têm reforçado a sensação de pertencimento à cidade e de que assegurar o direito de viver dignamente é uma prioridade da gestão, o que tem efeitos positivos que vão desde a superação de problemas que eram comuns no dia a dia até um aumento na autoestima e uma maior esperança para o futuro do lugar onde se reside, como explica o secretário municipal da Infraestrutura e presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, Sérgio Ferrari. 

“As obras de infraestrutura não têm só o poder de tirar as pessoas da poeira e da lama, do lixo, dos animais nocivos à saúde ou dos alagamentos. Elas proporcionam outra perspectiva de vida, muda a interação do morador com o seu loteamento, seu bairro. As pessoas constroem uma mercearia, reformam as casas, ficam estimuladas a adquirir um veículo e passam a ter orgulho de onde vivem", destaca o gestor.
 
Recentemente, relembra Ferrari, durante a inauguração das obras de infraestrutura do loteamento Isabel Martins, na Soledade, uma moradora disse que pela primeira vez estava gostando de morar ali, depois de quase 30 anos. "Essas intervenções mudam o dia a dia e o aspecto econômico dessas localidades, mas o principal é a mudança psicológica. Aumenta a autoestima, o orgulho, a sensação de pertencimento, e é isso que nos motiva a continuar trabalhando”, ressalta.
 
Mais qualidade de vida
As mudanças mais fáceis de notar são aquelas ligadas à vida cotidiana, o fim dos alagamentos em tempos de chuva, por conta das instalações das redes de drenagem e nivelação das vias, ou mesmo o acesso facilitado a serviços públicos essenciais como os de segurança e saúde, uma vez que em muitos locais não eram possível a entrada cômoda de viaturas, ambulâncias e ônibus do transporte coletivo. 
 
A partir do Planejamento Estratégico do Município, foram beneficiadas com obras estruturantes, realizadas pela Prefeitura, nos últimos cinco anos,  o bairro Japaõzinho, os loteamentos Moema Mary I, II, II e IV, Jardim Bahia, Rosa do Sol, rua Lagoinhas, Jardim Indara, Tia Caçula, Isabel Martins, Santa Catarina e Coqueiral, todas na zona Norte. Na Zona Sul, foram finalizadas e entregues à população obras estruturantes na Atalaia, na Coroa do Meio, na Aruana, no 17 de Março e Santa Maria, nas localidades Senhor do Bomfim, Terra Dura, Marivam, Paraíso do Sul e Pantanal.

Um pouco mais sutil é perceber que essas garantias, para muitos algo comum há décadas, foram, na verdade, um sonho por muito tempo para muitos aracajuanos, e a realização desse anseio possui efeitos afetivos e sociais que permanecem para a posteridade, como resume Maria Salete Barroso, moradora do loteamento Jardim Bahia há doze anos, que viu sua comunidade urbanizada no fim de 2020. 

“Eu estou muito feliz com o resultado. Quando eu cheguei aqui era muita lama e poeira. Meu carro chegou a passar seis meses na garagem, por que não tinha por onde sair. Os idosos caíram, escorregaram. A gente colocava tábuas nas calçadas, um sofrimento enorme. Graças a Deus, depois desse trabalho aqui, está tudo bacana. Eu mesmo agora faço caminhada tranquila. Acreditamos que mais coisas boas vão acontecer na nossa comunidade, porque o que era esperança virou realidade. Meu sonho era lavar meu carro, sair e voltar com ele limpinho, agora eu posso. Nós estamos em um lugar decente, é o que todo mundo fala”, afirma. 

No loteamento vizinho, o Isabel Martins, também no bairro Soledade, e cuja infraestrutura completa foi entregue à população no início deste ano, José Carlos Chaves, 51 anos, reflete sobre a dificuldade que enfrentava e o atual orgulho que sente por residir na localidade. 

“Essa obra é muito boa. Aqui era intransitável, os carros não passavam, porque era um brejo. Uma lama danada na época de chuva. Se descesse, só subia no verão. Eu esperei muito tempo por essa mudança aqui. Ninguém acreditava que ela ia sair do papel, porque a gente se sentia excluído, abandonado pelo poder público. Agora, ficou uma maravilha, eu me sinto outra pessoa, orgulhoso de morar aqui”, conta. 

Maria Claudia Montalvão, 45 anos, diarista, e moradora do loteamento Paraíso do Sul, comunidade também urbanizada pela Prefeitura, compartilha o mesmo sentimento que José Carlos. “Quando eu cheguei aqui não tinha nada, era esgoto a céu aberto, ruas esburacadas. Tudo mudou para melhor, a gente vê no dia a dia. A dificuldade para sair de casa acabou. Não tenho mais vergonha de receber visita. Pego transporte na porta. Eu estou orgulhosa de estar aqui. Acredito que a Prefeitura olha para nós”, garante. 

Para levar essas melhorias a cada vez mais famílias aracajuanas, a administração municipal realiza uma gestão fiscal rígida, o que possibilitou ao Município sair de uma situação de dívidas exorbitantes passando a ser investidor de centenas de milhões de reais em cinco anos, apesar das crises econômicas e, nos últimos dois anos, sanitária. 

Ao proceder com esta responsabilidade, aos poucos uma relação de confiança junto às comunidades vai sendo reforçada, como observa a dona de casa, Edna Oliveira, 52 anos, moradora do bairro Japãozinho.
 
“Aqui antes tinha muita enchente, bastava chover que a gente precisava colocar os móveis em cima de tijolos. Isso mudou, graças a Deus. Agora, a gente sabe que a Prefeitura faz acontecer. Nesse tempo que eu moro aqui cheguei a pensar que nunca iam fazer nada pelo Japãozinho, que a gente sempre ia ficar para trás”, conta.
 
Trata-se de um laço que, uma vez construído, promove a cidadania, que é um dos objetivos destes investimentos, e atenua dificuldades para os indivíduos, o que é essencial para o aumento da qualidade de vida, como exemplifica a aposentada Rivalda Alves dos Santos, 63 anos, moradora do Japãozinho há mais de três décadas. 

“Eu perdi muita coisa aqui dentro, entrava um metro de água na minha casa, amanhecia assim. Essa obra foi uma bênção, uma alegria para mim. Era o sonho de todo mundo que as coisas mudassem. Hoje não me preocupo mais, me deito e durmo tranquila, sem preocupação com chuva, um alívio. Pensei em me mudar até, mas a paciência compensou”, garante.